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Sonae esquece Angola e vira-se para o Oriente

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Manter a parceria na NOS vai ser desafiante para Paulo Azevedo e Isabel 
dos Santos

Rui Duarte Silva

Fim da parceria entre Isabel dos Santos e a Sonae nos hipermercados em Angola pode atrapalhar a NOS

Firmada em 2011, quando o romance para a futura fusão entre a ZON e a Optimus começava a ganhar forma, a parceria entre a Sonae e Isabel dos Santos para a criação de uma rede de hipermercados em Angola há muito tinha arrefecido. O golpe final foi a contratação, no início de 2015, de dois quadros da Sonae ligados à operação angolana por Isabel dos Santos para Condis, empresa com quem Paulo Azevedo tinha feito a parceria para a rede de hipermercados em Angola. Uma contratação feita sem o conhecimento da Sonae. O caldo entornou-se e no grupo da Maia falou-se então em “deslealdade”. Paulo Azevedo, ao contrário do que sempre defendeu o pai, Belmiro, acreditou que Angola poderia ser um mercado interessante para a internacionalização da Sonae, mas enganou-se. Esta semana, com o lançamento da marca de hipermercados ‘Candando’ por Isabel dos Santos, foi posto um ponto final na parceria.

Agora paira o silêncio. Ninguém quer falar. É um tema tabu. Isabel dos Santos e a Sonae são parceiros na NOS e nenhum quer para já melindrar uma fusão que parece correr sobre rodas. A parceria, afirmam tanto a Sonae como a empresária angolana, é para manter e o quer que se diga sobre o assunto é futurologia. Mas no mercado várias fontes consideram que a quebra de confiança vai ter impacto na NOS, mais cedo ou mais tarde. A Candando vai abrir em 2016 e será liderada pelo ex-quadro da Sonae Miguel Osório.

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