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Pharol processa Granadeiro, Morais Pires e Pacheco de Melo

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Marcos Borga

As ações judiciais contra antigos gestores da PT SGPS alegadamente responsáveis pelo investimento de 897 milhões de euros na Rioforte, empresa do grupo Espírito Santo, já avançaram. Zeinal Bava fica de fora, mas a Pharol avisa que poderá avançar com mais processos

A Pharol (antiga PT SGPS) tinha sido mandatada pelos acionistas em assembleia geral, em julho deste ano, para avançar com processos contra os antigos gestores da PT responsáveis pelo investimento na Rioforte, empresa que entrentanto entrou em falência. Fê-lo esta semana e comunicou-o esta sexta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Para já vão entrar ações contra o ex-presidente da PT Henrique Granadeiro e os ex-administradores financeiros da PT e do BES Luís Pacheco de Melo e Amílcar Morais Pires, respetivamente. A Pharol pede na ação uma indemnização correspondente à diferença entre os 897 milhões de euros e o valor que a empresa vier a receber no âmbito do processo de insolvência da Rioforte, bem como os demais danos que vierem a apurar.

Zeinal Bava, ex-presidente da PT e da Oi, não foi visado nesta ação, como se chegou a admitir. Não obstante, pode vir a sê-lo mais à frente. É que a Pharol diz em comunicado que "pode vir a responsabilizar outros administradores eleitos para o triénio 2012/2014, ou terceiros, nomeadamente a Deloitte & Associados, como já foi oportunamente anunciado". Zeinal Bava só saiu da PT SGPS em 2013 para se tornar então presidente da brasileira Oi.