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Economia digital obriga banca a reinventar-se

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Os bancos terão sistemas inteligentes, ecrãs táteis e quiosques interativos. 
A imagem de Tom Cruise 
no filme “Minority Report”, de 2012, vai deixar 
de ser ficção

D.R.

A revolução da economia digital e o aparecimento de novos competidores está a pôr em causa o tradicional modelo da banca

João Ramos

João Ramos

Jornalista

No filme “Minority Report”, de 2002, a personagem John Anderton, encarnada por Tom Cruise, era confrontada com sistemas inteligentes e ecrãs táteis que reconheciam a sua face e que antecipavam desejos e necessidades. Uma voz dirigia-se-lhe pelo nome próprio e propunha-lhe comprar o carro dos seus sonhos. Uma situação que há poucos anos parecia apenas ser do domínio da ficção científica, mas que afinal hoje não está muito distante da realidade. Os atuais equipamentos móveis (smartphones e tablets) já estão equipados com ecrãs táteis e os modelos topo de gama já reconhecem dados biométricos (impressão digital e reconhecimento da íris). E na retaguarda já existem poderosos sistemas de informação (servidores e big data) usados sobretudo pelas grandes marcas do mundo digital — Amazon, Google ou Facebook — que conseguem conhecer os hábitos e as preferências dos clientes e utilizadores e antecipar necessidades e induzir consumos.

Mais distante da realidade retratada pelo filme de Steven Spilberg parece estar a banca de retalho tradicional. Também possuem sistemas de informação poderosos, mas, salvo algumas exceções, não conseguem rentabilizar o conhecimento que têm dos seus clientes. E estão a ser ultrapassados em inovação pelas empresas da era digital, em várias frentes. “Estão a surgir novos concorrentes que também querem ter a sua fatia do bolo do sector financeiro”, refere Alyson Clarke, analista da consultora Forrester Research, que recentemente publicou um estudo sobre a banca digital na América do Norte em 2015. “Os novos competidores da banca apresentam modelos de negócio inovadores para contornar constrangimentos financeiros. Atacam mercados onde há boas margens ou onde o sector financeiro atual é ineficiente. E vão ao encontro das pretensões dos consumidores: produtos melhores, mais baratos e simples”, sintetiza Alyson Clarke.

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