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As novas rotas do calçado

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Ilustração Paulo Buchinho

Sapatos portugueses continuam a saltar fronteiras e já chegam a 152 países

Temos de “viajar mais e chegar cada vez mais longe.” Quem o diz é Fortunato Frederico, presidente da Kyaia, o maior grupo português de calçado, numa frase simples que sintetiza a dinâmica criada pelo sector para ultrapassar “o crescimento anémico da Europa”, abrindo novas rotas, da América Latina ao Oriente, sem esquecer a Antártida, que veio juntar-se à lista de clientes das empresas portuguesas no primeiro semestre do ano.

No caso do grupo Kyaia, esta estratégia começou a ser seguida em 2010. “Vimos que a Europa estava a ficar caquética e voltámo-nos para outros destinos, como o Canadá ou os Estados Unidos, que já estão a superar a Inglaterra como principal mercado da nossa marca Fly London”, comenta o empresário que lidera a APICCAPS, a associação industrial do sector.

A rota dos sapatos da empresa de Guimarães segue, também, para outras geografias, da Colômbia à Austrália, e foi essa base diversificada de clientes que levou Fortunato Frederico a surpreender recentemente os participantes numa sessão das Fnac Business Talks, organizadas pela Católica Porto Business School, com o otimismo sobre o futuro da sua empresa: “Estamos a trabalhar para duplicar vendas na próxima década.” Isso significa passar a barreira dos 120 milhões de euros e ser um dos cinco maiores produtores de calçado da Europa.

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