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Defesa de Salgado reage: “Testemunhas não têm o direito de tornar público o seu testemunho”

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Luís Barra

Advogado de Ricardo Salgado confirma prestado declarações, de forma voluntária, na Suíça, confirmando a informação publicada hoje na Visão. Mas põe em causa a divulgação dos testemunhos que o comprometem

A defesa de Ricardo Salgado põe em causa a divulgação de testemunhos de seus familiares, no processo que decorre na Suíça, conduzido pelo regulador local do mercado de capitais. É a reacção à manchete de hoje da revista Visão, que teve acesso a dois depoimentos feitos na Suíça por familiares que responsabilizam o antigo líder do BES pelas decisões que levaram ao descalabro do Grupo.

"Confirmo que a ‘Swiss Financial Market Supervisory Authority’ [FINMA] conduz atualmente uma investigação sobre a falência da Banque Privée Espirito Santo na Suiça", escreve Marc Bonnant, o advogado de Ricardo Salgado na Suíça, em comunicado escrito. "Trata-se, apenas, de uma investigação administrativa", prossegue. E ressalva: "Até à data não foi aberto qualquer procedimento de contraordenação por parte da FINMA."

"Várias pesssoas foram ouvidas pela FINMA, incluindo o Dr. Ricardo Espirito Santo Salgado, que foi ouvido voluntariamente na qualidade de testemunha. A investigação da FINMA é estritamente confidencial e as testemunhas não têm o direito de tornar público o conteúdo do seu testemunho", conclui o antigo comunicado. A revista Visão não identifica as suas fontes, escrevendo apenas que teve acesso aos documentos.

A FINMA é o regulador do mercado de capitais da Suíça. O organismo, que é equivalente à portuguesa CMVM, está a investigar o caso Espírito Santo, nomeadamente a venda de papel comercial do GES aos balcões do Banque Privée. Os interrogatórios divulgados pela Visão são do comandante António Ricciardi e de José Manuel Espírito Santo, que lideravam dois dos cinco ramos da família (e do Grupo) Espírito Santo, hoje desmembrado.