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Ativos financeiros aumentam €20,4 mil milhões

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Depois de três anos de decréscimo, stocks de ativos finaceiros nacionais crescem em 2014, de acordo com relatório da CMVM

Os 'stocks' de ativos financeiros aumentaram 20,4 mil milhões de euros em 2014, depois de três anos consecutivos de variações negativas, revela o relatório anual de 2014 da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

"Em 2014, assistiu-se ao aumento de 20,4 mil milhões de euros dos 'stocks' financeiros, que mais do que compensou o aumento dos passivos financeiros de 16,8 mil milhões de euros", refere o documento, divulgado na quarta-feira à noite.

Segundo o relatório, os setores residentes da economia portuguesa "face ao resto do mundo observaram uma variação da poupança financeira líquida positiva e uma melhoria da capacidade de financiamento".

Os setores responsáveis pelo aumento da capacidade de financiamento foram as sociedades financeiras, particulares e sociedades não financeiras.

"Apenas as administrações públicas verificaram um aumento da necessidade de financiamento", sublinha o relatório.
No relatório, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários refere que as aplicações em ativos financeiros aumentaram, nomeadamente em títulos de longo prazo, em ações e outras participações e em depósitos.

"Os montantes aplicados em títulos de longo prazo tiveram a preferência das sociedades não financeiras, enquanto os de curto prazo registaram aumentos para as sociedades financeiras e para as administrações públicas", salienta.
O relatório refere que os particulares e sociedades (financeiras e não financeiras) prefeririam as aplicações em numerário e depósitos.

"A rubrica de outros débitos e créditos, que agrupa as componentes de créditos comerciais e adiantamentos e outras contas a receber e a pagar, e a rubrica de empréstimos a longo prazo anotaram reduções dos montantes aplicados", salienta o relatório.

À semelhança do ano anterior, segundo o documento, o segmento dos particulares teve uma variação negativa de 2,5 mil milhões de euros nas aquisições líquidas de ativos financeiros, em consonância com a redução da taxa de poupança dos particulares para os 6,9%. Em 2013, foi de 8,7%.

A variação positiva registou-se em numerário e depósitos e em regimes de seguros, pensões e garantias estandardizadas.
"Estas alterações sinalizam mudanças nas estratégias de aplicação de poupança dos particulares e ainda o rebalanceamento das suas carteiras em função das condições e do sentimento do mercado", segundo a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.