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80% dos emigrantes aderem a proposta do Novo Banco

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FOTO NUNO BOTELHO

Dos 7000 clientes com aplicações nos veiculos Poupança Plus, Top Renda e Aforro 8, 80% disseram sim à proposta comercial do Novo Banco. Os restantes consideram-na "inaceitável"

Os clientes do Novo Banco que subscreveram a Poupança Plus, Top Renda e Aforro 8, na sua maioria emigrantes, titulares de 77% do número de ações preferenciais emitidas pelos referidos veículos, aderiram à proposta comercial do Novo Banco para recuperar uma parte das suas aplicações.

Estes clientes abdicam por isso de recorrer a tribunal para reaverem a totalidade do capital e os juros respetivos.

Nestes produtos foram investidos 720 milhões de euros e o próximo passo agora é votar favoravelmente a alteração dos estatutos de cada veículo, para dar seguimento à conversão de ações preferenciais em obrigações do Novo Banco e um depósito a prazo.

Na primeira fase, os clientes recuperam 60% das aplicações e poderão recuperar mais 30% se mantiverem em carteira as obrigações a que tiverem direito durante seis anos. A maturidade das obrigações vai até 2046 e 2051, dependendo de cada veículo.

O Movimento dos Emigrantes Lesados considera a proposa "inaceitável" porque entende que lhes foram vendidos produtos com capital e juros garantidos e como tal, muitos dos emigrantes que não aderiram à proposta do Novo Banco já começaram a entrar com processos em tribunal. Pedem indemnizações por danos morais e a totalidade do dinheiro investido naqueles produtos.

Sem solução continuam os emigrantes que subscreveram os produtos EuroAforro 10 e EG Premium.

O prazo para dizer sim à proposta terminava inicialmente a 31 de agosto, data até à qual tinham aderido mais de 50% dos emigrantes, mas foi prorrogado para 18 de setembro. A determinação foi da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários que obrigou o Novo Banco a distribuir uma nota explicativa e simplificada sobre a solução a todos os emigrantes de forma a que estes pudessem ter mais informação para poderem decidir.

Entre 1 e 18 de setembro, depois da nota explicativa exigida pela CMVM, aderiram à proposta 300 emigrantes e 80 desistiram da adesão que já tinham feito.