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Wall Street fecha com ganhos superiores a 1% e juros do Tesouro em 2%

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Seguindo a onda positiva da Ásia e da Europa, as bolsas nova-iorquinas fecharam esta quarta-feira com ganhos, mas somaram perdas no mês de setembro. Juros dos títulos do Tesouro norte-americano desceram em setembro para 2%

Jorge Nascimento Rodrigues

Wall Street fechou com ganhos esta quarta-feira. O índice Dow Jones encerrou a ganhar 1,47% e o índice S&P 500 subiu 1,91%. O índice das tecnológicas Nasdaq, outra bolsa de Nova Iorque, fechou com ganhos superiores aos dois índices de Wall Street, registando 2,28%, um nível ligeiramente acima dos ganhos nas bolsas de São Paulo e de Toronto, o que colocou o Nasdaq na liderança dos ganhos nas Américas.

No entanto, em termos mensais, os índices bolsistas norte-americanos recuaram em setembro. O Nasdaq perdeu 3,27%, o S&P 500 caiu 2,83% e o Dow Jones recuou 1,61%. Contudo, foram quedas mensais inferiores às registadas noutras bolsas principais do mundo, como Tóquio (índice Nikkei 225 caiu 7,95%). Madrid (Ibex 35 perdeu 6,81%), Frankfurt (Dax recuou 5,84%), Moscovo (Micex com perdas de 5,2%) e Xangai (índice composto com perdas de 4,78%).

Em termos de índices "regionais", a quebra bolsista em setembro nos EUA foi inferior às restantes. O índice MSCI para os EUA caiu em setembro 2,82% face a quebras nos outros índices "regionais" MSCI de 4,74% para a Europa, 4,72% para a Ásia Pacífico e 3,26% para as economias emergentes. Nestas últimas economias destacaram-se pela negativa em setembro, a Indonésia e o Brasil, com quebras bolsistas de 13,27% e 12,11% respetivamente.

As yields dos títulos do Tesouro norte-americano no prazo a 10 anos fecharam esta quarta-feira em 2,06%, uma redução de 15 pontos base em relação ao fecho a 31 de agosto. No entanto, em relação ao final de 2014, as yields naquele prazo de referência subiram 9 pontos base.

Apesar da presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), Janet Yellen, ter este mês desfeito o tabu sobre o início da subida das taxas de juro do banco central, apontando para uma primeira decisão até final do ano, as expetativas nos mercados financeiros só atribuem uma probabilidade superior a 50% de isso realmente suceder na reunião da Fed em março de 2016. Segundo o observatório da CME para os futuros da taxa diretora de juros da Fed, a probabilidade de início da subida na próxima reunião de 28 de outubro é de apenas 11%, na reunião de 16 de dezembro é de 31% e na de 27 de janeiro do próximo ano é de 49%.

Avisos de Lagarde

Cristine Lagarde, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, disse esta quarta-feira num evento no Conselho das Américas em Washington, que o que mais teme é uma conjugação negativa de problemas na transição necessária da China para um novo modelo de crescimento e na gestão da "normalização" da política monetária da Fed.

O impacto do abrandamento chinês e a redução do seu "apetite" por matérias-primas pode alimentar um período prolongado de preços baixos (que, por sua vez, influencia o andamento da inflação) e provocar um choque em muitas economias emergentes, particularmente nas exportadoras líquidas de matérias-primas.

E a subida das taxas de juro pela equipa de Yellen pode desencadear "disrupções e reações excessivas do mercado". “Uma subida das taxas de juro dos EUA e um dólar mais forte podem revelar desalinhamentos cambiais conduzindo a falências no sector empresarial – e a um ciclo vicioso entre empresas, bancos e dívida soberana”, sublinhou a diretora-geral num discurso que foi como que funcionou como uma “introdução” aos temas que o FMI vai tratar na assembleia do outono que decorre na próxima semana em Lima, no Peru.

  • A Europa fechou esta quarta-feira em terreno positivo seguindo a tendência asiática. Sete bolsas europeias com ganhos de mais de 2%, lideradas pela subida de 3,08% do PSI 20, de Lisboa. Juros das Obrigações do Tesouro fecham em 2,39%, o nível mais baixo desde 17 de agosto

  • No último dia de setembro, as bolsas asiáticas encerraram ou estão em terreno positivo. Depois de uma quebra de mais de 4% na Bolsa de Tóquio na terça-feira, os índices nipónicos ganham mais de 2,5% esta quarta-feira. Sidney, Seul, Xangai e Hong Kong já fecharam com ganhos. Europa à espera da inflação