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Isabel dos Santos pode inviabilizar cisão do BPI em Angola

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Isabel dos Santos mantém braço de ferro com o Caixabank

Rui Duarte Silva

A acionista do BPI e do Banco de Fomento Angola, a empresária angolana Isabel dos Santos, já fez proposta alternativa à cisão proposta pelo BPI. Quer comprar posição minoritária no BFA

O Conselho de administração do BPI aprovou esta quarta-feira uma proposta para separar a atividade do banco em Portugal e as participações em Africa, entre os quais os 50,1% no Banco de Fomento Angola.

O objetivo desta proposta seria cumprir as regras que obrigam à redução da sua exposição a Angola, relativas ao limite dos grandes riscos imposto pelo Banco Central Europeu (BCE).

Mas a empresária angolana Isabel dos Santos, a segunda maior acionista do BPI, já fez uma proposta alternativa à fusão das posições do BPI em Africa numa "holding" participada por todos os acionistas. Segundo apurou o Expresso junto de fontes do mercado, isto significará que a empresária não está disponível para aprovar a proposta de cisão.

Segundo a proposta do conselho de administração do BPI, a cisão terá que ser aprovada pelos acionistas em assembleia geral. Mas ainda, segundo o comunicado, nos termos do acordo parassocial celebrado entre o BPI e a Unitel (que detém os restantes 49,9% do capital do BFA) e através da qual Isabel dos Santos também é acionista, a concretização da cisão depende do acordo da Unitel da transmissão para a nova sociedade a criar.

A proposta do BPI foi aprovada pelo Conselho de Administração, onde estão sentados os principais acionistas e terá de ser aprovada em Assembleia Geral. Mas Isabel dos Santos, a segunda maior acionista do BPI, com 18,6% e acionista do BFA através da Unitel com 25% avançou com uma proposta alternativa para comprar uma posição minoritária do BFA e assim reforçar a sua posição.

Isabel dos Santos manifestou interesse em comprar uma posição minoritária no BFA. Desta forma reforçaria a sua posição no banco em Angola.