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Brasil, Rússia e China estão a abrandar a economia mundial

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UESLEI MARCELINO7REUTERS

“A recessão no Brasil e na Rússia e um abrandamento estrutural na China e em muitos mercados emergentes estão a puxar para baixo o crescimento mundial”, refere a agência de notação financeira Fitch

O Brasil, a Rússia e a China estão a abrandar o crescimento económico mundial, que este ano deverá ficar-se pelos 2,3%, a expansão económica mais baixa desde a crise financeira mundial de 2009.

De acordo com o 'Global Economic Outlook', divulgado esta quarta-feira pela agência de notação financeira Fitch, “a recessão no Brasil e na Rússia e um abrandamento estrutural na China e em muitos mercados emergentes estão a puxar para baixo o crescimento mundial”.

O relatório antevê que a economia mundial acelere para os 2,7% nos próximos dois anos devido à recuperação do crescimento nos mercados emergentes e prevê ainda que as economias mais avançadas consigam acelerar para 2% em 2016, o ritmo mais rápido desde 2011.

Na parte que diz respeito às vulnerabilidades dos mercados emergentes, a Fitch afirma que estes mercados “estão a tornar-se uma fonte cada vez maior de riscos para o crescimento mundial uma vez que a descida do preço das matérias-primas e os choques políticos exacerbam um abrandamento secular”.

Assim, a Fich antevê que a China diminua o crescimento para 6,8% este ano e para 6,3% e 5,5% nos dois anos seguintes, o que faz com que a Índia seja “o BRIC com um crescimento mais rápido este ano, de 7,5%, acelerando para os 8% em 2016”.

Os outros dois países dos BRIC - Rússia e Brasil estarão em recessão: "As atuais recessões profundas na Rússia e Brasil (4% e 3% em 2015, respetivamente) vão ser seguidas de uma ténue recuperação que começa em 2016 na Rússia (0,5% e em 2017 no Brasil (1,2%)", acrescenta o relatório.