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Bolsas. Ásia fecha setembro com recuperação

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No último dia de setembro, as bolsas asiáticas encerraram ou estão em terreno positivo. Depois de uma quebra de mais de 4% na Bolsa de Tóquio na terça-feira, os índices nipónicos ganham mais de 2,5% esta quarta-feira. Sidney, Seul, Xangai e Hong Kong já fecharam com ganhos. Europa à espera da inflação

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas da Ásia estão a fechar a última sessão do mês de setembro com ganhos.

A Europa abriu esta quarta-feira com ganhos, à espera da divulgação daqui a uma hora da previsão preliminar de inflação em setembro na zona euro. Em agosto caiu para 0,1%na zona euro e já foram divulgados os dados de setembro da inflação harmonizada para a Alemanha que entrou em terreno negativo (-0,2% depois de 0,1% em agosto) e para Espanha que aprofundou a inflação negativa (-1,2% em setembro depois de -0,5% em agosto).

Se se confirmar a continuação do processo de desinflação na zona euro, com um horizonte de continuação da queda do preço das matérias-primas (como ontem sublinhou o Fundo Monetário Internacional, ao divulgar um capítulo sobre o tema do "World Economic Outlook" que vai ser apresentado na próxima semana) e de abrandamento na China, os analistas esperam que o Banco Central Europeu se sinta pressionado para anunciar uma ampliação do atual programa de compra de dívida pública e privada.

Depois de perdas globais de 2,93% no fecho de terça-feira, segundo o índice MSCI para a Ásia Pacífico, as bolsas asiáticas já registaram esta quarta-feira ganhos em Tóquio (com os índices Nikkei 225 e Topix a fecharem acima de 2,5%), Sidney (com o índice S&P/ASX 200 a subir 2,1%), Seul (o índice KOSPI ganhou 1,03%), Xangai (índice composto sobe 0,48%) e Hong Kong (índice Hang Seng avançou 1,32%).

Em Xangai, no entanto, o índice esteve a descer na última hora da sessão de hoje, mas acabou por ficar em terreno positivo. O índice composto de Xangai perdeu 4,87% em setembro, sinalizando que a situação bolsista chinesa continua grave. No terceiro trimestre caiu 29%, a maior queda nos índices bolsistas da Bloomberg à escala mundial.

Mumbai está a negociar em terreno positivo, com o índice BSE Sensex registando ganhos perto de 1%.

A Bolsa de Tóquio caiu na terça-feira mais de 4% e recuperou esta quarta-feira mais de 2,5%. Os analistas atribuem a reviravolta à expetativa entre os investidores que o governo de Shinzo Abe e o Banco do Japão avançarão com nova rodada de estímulos orçamentais e monetários, se o abrandamento da China prosseguir (Japão foi o segundo fornecedor em 2014) e a queda do preço das matérias-primas continuar com impacto desinflacionista (inflação nipónica homóloga em agosto manteve-se em 0,2%) ou deflacionista (sem contar os alimentos frescos, a inflação caiu para terreno negativo em agosto, registando -0,1%). Sinal de que a economia nipónica poderá ter uma recaída no terceiro trimestre do ano, a produção industrial em agosto caiu 0,5%, depois de uma quebra de 0,6% em julho.