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Bolsa de Tóquio fecha a perder mais de 4%. Ásia e Europa no vermelho

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FOTO TORU YAMANAKA/GETTY

O índice TOPIX da Bolsa nipónica recuou 4,39% esta terça-feira. Xangai e Sidney também fecharam com perdas significativas. Bolsas europeias abriram em terreno negativo

Jorge Nascimento Rodrigues

A maré vermelha continua nestes últimos dias de setembro. As Bolsas de Tóquio, Xangai e Sidney fecharam com perdas significativas.

Tóquio liderou as quedas, com o índice Nikkei 225 a cair 4,05% e o índice TOPIX a recuar 4,39%. Na China, o índice composto de Xangai fechou a perder 2.02% e o CSI 300 perdeu 1,97%. Em Sidney, o índice S&P/ASX 200 caiu 3,82%.

A Europa abriu também no vermelho, com a Bolsa de Zurique a liderar as perdas ainda que ligeiras.

A par do abrandamento do crescimento da China (na segunda-feira mais um indicador sinalizava pessimismo, com os lucros do sector industrial a caírem 8,8% em agosto, em termos homólogos, depois de uma redução de 2,5% em julho) e do impacto negativo da queda dos preços das matérias-primas nas economias emergentes (de que o “World Economic Outlook” do Fundo Monetário Internacional se faz eco esta terça-feira) e em empresas chave do sector das commodities, como no caso do gigante suíço-britânico Glencore (cujas ações tiveram uma derrocada de quase 30% na Bolsa de Londres na segunda-feira, com alguns analistas a falarem de que pode ser o próximo Lehman Brothers), há mais riscos recentes a adicionar.

Nos Estados Unidos pode não ser evitada turbulência no Congresso em torno do aumento do teto de endividamento federal na sequência da abertura do novo ano fiscal (que se inicia a 1 de outubro). Na Europa, o panorama político pode trazer alterações derivadas das eleições em Portugal e Espanha que se somem aos resultados das eleições autonómicas na Catalunha, com um parlamento dominado por forças apostadas num processo que conduza à independência, o que, para muitos analistas, já está a aumentar o risco na zona euro, agora que uma Grexit (saída da Grécia do euro) e uma bancarrota helénica iminentes estão afastadas. A situação europeia sofreu mais um forte impacto negativo com o inesperado escândalo Volkswagen e o seu contágio à indústria automóvel e mesmo à economia alemã, o motor da economia da zona euro, como sublinhou na segunda-feira Jena Spah, do ministério das Finanças germânico.