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Aumentam receios de perdas de postos de trabalho na Volkswagen a nivel mundial

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“Todos queremos fazer tudo para que a Volkswagen volte a uma situação estável – não pelos diretores, mas pelos 600 mil empregados”, disse hoje o ministro da Economia alemão, Sigmar Gabriel, em Berlim

O escândalo da manipulação das emissões de gases poluentes levada a cabo durante anos pela Volkswagen gerou receios sobre eventuais perdas de postos de trabalho a nível mundial.

Perante estes receios, o ministro da Economia alemão, Sigmar Gabriel, advertiu hoje que o escândalo do fabricante automóvel não deve custar nenhum emprego, nem na Alemanha, nem no resto do mundo.

Gabriel instou uma vez mais o grupo a explicar o sucedido e mostrou-se disposto a ajudar a empresa.

“Todos queremos fazer tudo para que a Volkswagen volte a uma situação estável – não pelos diretores, mas pelos 600 mil empregados”, disse o vice-chanceler alemão em Berlim.

O grupo Volkswagen, que perdeu cerca de 41,4% em bolsa nas sete negociações desde que rebentou o escândalo dos motores diesel, fechou hoje a sessão a perder 4,1%, para 95,20 euros.

O Dow Jones retirou a Volkswagen do seu índice de empresas sustentáveis ‘Dow Jones de Sustentabilidade da Europa (DJSI)”.

O grupo, cujas ações chegaram a custar cerca de 250 euros em março, vai chamar à revisão cinco milhões de veículos da marca Volkswagen afetados pela manipulação do motor diesel EA 189 EU5, mas sem avançar se irá chamar os restantes carros de outras marcas.

A Volkswagen e todas as suas marcas afetadas apresentarão em outubro às autoridades correspondentes as soluções e medidas técnicas para os veículos com um motor diesel EA 189 manipulado.

A Volkswagen admitiu, na semana passada, que 11 milhões de carros a diesel em todo o mundo estão equipados com dispositivos que ativam controlos de poluição durante os testes, mas automaticamente os desligam quando o carro está em condução.

O escândalo manchou o nome da Volkswagen, deixando-a exposta a milhares de milhões de dólares em multas nos Estados Unidos, com investigações desde a Noruega até à Índia, e que desvalorizou a empresa num terço do seu valor em bolsa numa semana.

Na última sexta-feira, após uma maratona de reuniões de crise, o Conselho de Supervisão da líder de mercado mundial de automóveis designou o presidente da Porsche, Matthias Mueller, para substituir Martin Winterkorn como presidente executivo do grupo alemão.