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Wall Street abre no vermelho com Europa registando perdas significativas

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Os índices das bolsas nova-iorquinas registam perdas na abertura da sessão desta segunda-feira. Na Europa, a bolsa de Paris lidera quedas com descida de mais de 2%

Jorge Nascimento Rodrigues

Wall Street abriu esta segunda-feira em terreno negativo, depois de ter fechado na sexta-feira “mista”. Os índices Dow Jones e S&P 500 de Wall Street e o Nasdaq abriram esta segunda-feira a cair mais de 0,6%.

Os índices nova-iorquinos abrem com perdas depois de quatro sessões consecutivas no vermelho para o índice MSCI relativo ao conjunto das bolsas dos Estados Unidos. O índice MSCI para os EUA perdeu 1,51% durante a semana passada.

Na Europa, a maré vermelha continua depois do índice MSCI para a região ter perdido quase 4,4% na semana passada. Pelas 14h30, as principais bolsas europeias, de Paris, Milão, Amesterdão, Londres e Frankfurt, estavam em terreno negativo, com o índice CAC 40, de Paris, a liderar as descidas com uma quebra superior a 2%.

A Bolsa de Madrid, que esteve em terreno positivo, durante uma primeira hora, iniciou, depois, uma trajetória descendente, estando a perder mais de 1%. O PSI 20 da Bolsa de Lisboa está a cair mais de 1%.

O dia foi marcado pela divulgação na China que os lucros do sector industrial caíram 8,8% em agosto, em termos homólogos, ampliando a queda de 2,5% verificada em julho. A Bolsa de Xangai conseguiu fechar esta segunda-feira em terreno positivo com uma recuperação na última hora e meia de negociação, mas os índices da Bolsa de Tóquio registaram quedas superiores a 1%.

O pessimismo acentuou-se com a repetição pela diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, em entrevista ao jornal francês “Les Échos”, que o organismo irá rever em baixa as previsões de crescimento mundial para 2015 e 2016 na próxima semana, aquando da assembleia geral da organização que se realiza em Lima, no Perú. Já o havia avisado no início de setembro. A previsão anterior, de julho, de um crescimento mundial de 3,3% em 2015 e de 3,8% no ano seguinte, “não é mais realista”, disse Christine Lagarde, assegurando, no entanto, que a previsão se manterá “acima do patamar de 3%”.

Nos EUA, Wall Street começa a “digerir” mal o problema tradicional de início do novo ano fiscal a 1 de outubro, desta vez com instabilidade política no Congresso no horizonte, o que já não ocorria desde 2013. Ainda que um novo fecho do governo federal (shutdown), como em outubro de 2013, esteja posto de lado de imediato em virtude do líder da Câmara dos Representantes, John Boehner, se manter até final de outubro e não pretender terminar mal o mandato, os analistas apontam para a alta probabilidade desse risco regressar. Nomeadamente em dezembro com a discussão da aprovação de um novo teto para a dívida federal, com novo líder republicano na Câmara.