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Receita fiscal cresce acima do previsto

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Segundo dados divulgados a 31 de março pelo Ministério das Finanças, os trabalhadores dependentes e os pensionistas estão a utilizar cada vez mais a internet para entregar as declarações do IRS

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Oito primeiros meses do ano geram mais 1.300 milhões de euros para os cofres do Estado, face a agosto de 2014, segundo a Direção-Geral do Orçamento

A receita fiscal do Estado somou quase 25.100 milhões de euros entre janeiro e agosto, segundo a síntese de execução orçamental, divulgada hoje, sexta-feira, pela Direção-Geral do Orçamento.

São mais 1.303 milhões de euros que entram nos cofres do Estado face a igual período de 2014, o que se traduz num crescimento de 5,5% em termos homólogos. Acima da previsão de aumento da receita fiscal de 5,1% inscrita pelo Governo no Orçamento do Estado para 2015.

Em agosto o EStado cobrou cerca de 4200 milhões de euros, o que corresponde a um aumento mensal de 8,5%.

O crescimento da receita está associado, sobretudo, ao desempenho do IVA (o grande motor de receitas fiscais) e do IRC, enquanto no IRS se verifica um desempenho em linha com os valores de 2014.

Com o IVA, o Estado arrecadou, até agosto, 10.051,2 milhões de euros, mais 8,9% face ao mesmo período de 2014. Já o IRC rendeu mais 12,4%, num total de 2.810,8 milhões de euros cobrados às empresas nos primeiros oito meses do ano.

O IRS gerou 8.235,1 milhões, menos 0,1% do que em período homólogo do ano passado.

No total, os impostos diretos contribuíram com 11.254,1 milhões de euros para as receitas do Estado, mais 1,5%, e os impostos indiretos trouxeram outros 13.818,2 milhões de euros, mais 7,4%. Embora a ‘estrela’ dos impostos indiretos seja o IVA, também é de destacar a performance do ISP (Imposto Sobre Produtos Petrolíferos), que cresceu 7,3%, com a melhoria da atividade económica (estão a vender-se mais combustíveis) e as medidas da fiscalidade verde; do IUC (Imposto Único de Circulação), que subiu 8,2%, graças ao cumprimento voluntário por parte dos contribuintes que foi induzido, segundo as Finanças, pelas novas medidas que facilitam o pagamento do ex-selo do carro; e do ISV (Imposto Sobre veículos), que gerou mais 24,4% de receita para os cofres públicos.