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Bolsas asiáticas fecham “mistas” e Europa abre com ganhos depois de discurso de Janet Yellen

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Janet Yellen, a presidente da Reserva Federal norte-americana

MARY SCHWALM / Reuters

As bolsas de Tóquio e Xangai trocaram de posição. Esta sexta-feira a bolsa nipónica fechou com ganhos superiores a 1,7% e as bolsas chinesas caíram mais de 1,6%. As principais bolsas da zona euro abrem a subir mais de 2% com o efeito positivo do discurso da presidente da Fed no final de quinta-feira

Jorge Nascimento Rodrigues

Janet Yellen, a presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), quase desmaiou na quinta-feira ao final da tarde em direto ao ter de interromper abruptamente a sua conferência na Universidade de Massachusetts em Amherst, mas desfez o tabu. A Fed vai mesmo subir as taxas de juro até final do ano, se não houver “surpresas”, disse-o já depois de Wall Street ter encerrado a sessão com perdas.

A "clarificação" da posição do banco central norte-americano era reclamada pelos analistas desde 17 de setembro (aquando da conferência de imprensa após a reunião do comité de política monetária) e Yellen, apesar da indisposição derivada de uma desidratação, segundo oficialmente comunicou o porta voz da Fed, fez a vontade. Desatou o nó.

Desfeito o tabu, a expectativa deslocou-se para a abertura dos mercados financeiros na sexta-feira na Ásia e na Europa. Quando as bolsas abriram na Europa com ganhos de mais de 2% nas principais praças financeiras da zona euro (Paris, Frankfurt, Amesterdão, Milão e Madrid), a Ásia encerrava “mista”, com as bolsas de Tóquio e de Taipé a registarem ganhos e as bolsas de Xangai, Sidney e Seul a fecharem com perdas. Na sessão da manhã na Europa, o efeito Yellen está a ser positivo.

Tóquio e Xangai esta sexta-feira parece que trocaram posições em relação ao fecho de quinta-feira: os índices Nikkei 225 e Topix subiram 1,76% e 1,88% respetivamente e o índice composto de Xangai e o CSI 300 (das principais 300 cotadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen) perderam mais de 1,6%. No dia anterior, Tóquio perdera mais de 2% e as bolsas chinesas haviam fechado em terreno positivo, ainda que com ganhos inferiores a 1%.

No Japão foi esta sexta-feira conhecida a taxa de inflação em agosto que se manteve em 0,2% em termos homólogos (variação entre agosto de 2014 e agosto de 2015), um resultado acima das previsões mais pessimistas dos analistas que apontavam para uma descida para 0,1%. As taxas de inflação nas cinco principais economias em agosto alinham-se do seguinte modo: 0% no Reino Unido; 01% na Zona Euro; 0,2% nos EUA e no Japão; e 2% na China. A presidente da Reserva Federal norte-americana admitiu na conferência que proferiu na quinta-feira que os profissionais da sua área, os economistas, "não entendem completamente os movimentos da inflação", mas acrescentou que tem a convição que, no longo prazo, as variações de preços no consumidor são determinadas "pelas expetativas do público".

O índice da Bolsa de Lisboa, o PSI 20, está a negociar acima de 2%.

  • Janet Yellen confirmou esta quinta-feira numa conferência numa universidade norte-americana que, se não houver surpresas, ela e muitos dos membros da direção da Reserva Federal (Fed), antecipam uma provável primeira subida dos juros ainda até final deste ano. Acabou a conferência manifestando sinais de desidratação