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Maré vermelha nas bolsas europeias e fiasco registado pelo BCE

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As bolsas de Estocolmo, Milão e Amesterdão lideraram as quedas na Europa em dia de perdas. Recurso à linha de financiamento condicionada do BCE ficou por 15,5 mil milhões de euros face a 73,79 mil milhões em junho passado

Jorge Nascimento Rodrigues

Depois do fecho “misto” nas bolsas da Ásia com Tóquio a liderar quedas e Xangai a registar ganhos, a Europa submergiu a uma maré vermelha esta quinta-feira, com as bolsas de Estocolmo, Milão, Amesterdão e Zurique a perder mais de 2%, liderando quedas generalizadas. O índice da bolsa sueca liderou com uma quebra de 2,76%.

O índice Eurostoxx 50 – das 50 principais cotadas na zona euro – fechou a cair 1,97%, com as maiores quebras registadas pelas construtoras automóveis alemãs BWM e Daimler com quedas de 5,15% e 4,43% respetivamente.

O índice da Bolsa de Lisboa, o PSI 20, fechou com perdas de 1,44%.

Na quarta-feira o índice MSCI para o conjunto da Europa registou um ganho de 0,19%, depois de quebras de 3,7% na terça-feira e de 0,77% na segunda-feira.

A volatilidade bolsista ligada ao índice Eurostoxx 50 aumentou esta quinta-feira 7,7%, fixando-se o índice VStoxx em 33,46 euros. Há uma subida nítida em relação ao fecho de sexta-feira passada quando registou 28. Este índice é conhecido na gíria financeira como "índice do medo" ou "índice de pânico". Está, no entanto, ainda, distante do pico em 42 euros a 24 de agosto.

Esta quinta-feira ficou marcada na Europa pela divulgação de dois índices na Alemanha, a principal economia da zona euro, com resultados divergentes. O índice de confiança dos consumidores, divulgado pela GfK, caiu de 9,9 para 9,6 pontos, mas o índice do clima empresarial, divulgado pelo Ifo, subiu ligeiramente de 108,4 para 108,5.

O Banco Central Europeu (BCE) registou esta quinta-feira um fiasco, com o recurso pelos bancos da zona euro à linha de financiamento de longo prazo condicionada – que é conhecida pelo acrónimo em inglês TLTRO – a registar apenas 15,5 mil milhões de euros face a expetativas muito díspares de 35 a 120 mil milhões e em contraste com 73,79 mil milhões emprestados na operação anterior em julho deste ano. Foi a quinta operação do género,desde setembro do ano passado, que permite à banca da zona euro financiar-se a 0,05% com empréstimos a vencer em 26 de setembro de 2018.