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Ásia fecha no vermelho, Europa abre com ganhos

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As posições inverteram-se. Depois da maré vermelha de terça-feira na Europa e em Wall Street e de ganhos na Ásia, as bolsas fecharam no vermelho a Oriente a abriram em terreno positivo na Europa, com destaque para as Bolsas de Milão e Londres

Jorge Nascimento Rodrigues

As Bolsas de Xangai e de Hong Kong lideraram as quedas na Ásia esta quarta-feira. O índice composto da bolsa de Xangai fechou a cair 2,19%, depois de três sessões consecutivas com ganhos. O índice CSI 300, relativo às 300 principais cotadas das bolsas de Xangai e Shenzhen, fechou, também, com perdas de 2,28%. O índice Hang Seng de Hong Kong fechou a perder 2,26%.

Uma má noticia afetou os investidores financeiros na Ásia. O índice PMI (Purchasing Manager’s Index) preliminar para o sector industrial chinês relativo ao mês de setembro caiu de 49,7 para 47 pontos, o índice mais baixo em seis anos e meio, o que significa que, segundo os responsáveis por compras da indústria, a situação se tem degradado. Há um ano, o índice dibulgado pelo jornal económico "Caixin" registava 51,1. Esta semana o Banco Asiático de Desenvolvimento juntou-se à OCDE revendo em baixa as previsões de crescimento para a China para 2015 e 2016 apontando para taxas inferiores à meta oficial de 7%.

As bolsas asiáticas fecharam no vermelho, com exceção de Mumbai, depois de terem registado ganhos ligeiros de 0,01% na terça-feira, segundo o índice MSCI para a região. Os índices da Bolsa indiana fecharam em terreno positivo, depois de terça-feira terem fechado em terreno negativo. No entanto, há que ter em conta que a Bolsa de Tóquio continua encerrada, devido a três feriados consecutivos, só abrindo na quinta-feira.

As posições inverteram-se esta quarta-feira. Se no dia anterior, a maré vermelha atingiu a Europa e Wall Street, com o índice MSCI para o conjunto da Europa a cair 3,7% e o relativo aos Estados Unidos a perder 1,25%, esta quarta-feira a maré vermelha marcou a Ásia e a Europa abriu em terreno positivo, com duas bolsas a destacarem-se: a Bolsa de Milão e a Bolsa de Londres registando ganhos superiores a 1%.

Londres animou-se com boas notícias. A City londrina anunciou esta semana que pretende ser a “ponte chinesa para os mercados financeiros ocidentais”. O Chanceler do Tesouro britânico George Osborne está na China e deverá anunciar a ligação formal entre a bolsa de Londres e de Xangai. Osborne disse em Beijing: "Queremos cimentar a posição de Londres como o parceiro da China" na sua projeção nos mercados financeiros internacionais. O think tank X/Yen divulgou a classificação dos centros financeiros mundiais atribuindo o primeiro lugar à City londrina, seguida de Nova Iorque, Hong Kong, Singapura e Tóquio. Na Europa, a City lidera à frente de Zurique, Genebra, Frankfurt e Luxemburgo.

Os investidores europeus vão estar de olho na evolução do escândalo Volkswagen (abriu hoje na Bolsa de Frankfurt com ganhos de mais de 2% depois de ter perdido 38,4% nas duas últimas sessões) e nas declarações de Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, na sua intervenção trimestral em Bruxelas perante a Comissão de Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu pelas 14 horas (hora de Portugal). A nova situação grega (o segundo governo de coligação Syriza-Anel empossado esta quarta-feira, com Euclid Tsakalotos mantendo o lugar de ministro das Finanças), a descida da inflação na zona euro em agosto (para 0,1%), os desenvolvimentos internacionais (China e emergentes) e a possibilidade de uma ampliação do programa de compras de dívida pública estarão certamente em discussão. Uma das novidades avançada pela Reuters, citando funcionários da zona euro, é que haveria acordo entre os credores oficiais europeus no sentido de estabelecer um teto anual em 15% do PIB grego para o serviço de dívida.

  • Orgulho alemão atropelado pela Volkswagen

    Não é uma mancha na imagem da Volkswagen. É uma grande mossa. O escândalo começou nos EUA mas já alastrou. Reguladores europeus e na Ásia vão investirgar o fabricante alemão e outros podem estar na mira. A queda em Bolsa já vai em 35%. E arrasta os concorrentes e fornecedores

  • Com as bolsas da Ásia registando ganhos com exceção da Índia, as perdas dominaram esta terça-feira a Europa e Wall Street. Estiveram em destaque o escândalo VW, a queda do preço das matérias-primas, mais previsões de que o crescimento da China vai ser inferior a 7% e a incerteza sobre o comportamento da Fed até final do ano