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China escapa a maré vermelha nas Bolsas da Ásia

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As Bolsas de Tóquio e de Singapura estiveram fechadas esta segunda-feira

YONHAP / EPA

Decisão da Fed norte-americana continua a pesar na turbulência das bolsas asiáticas. Bolsa de Xangai fecha em terreno positivo. Bolsa de Tóquio está fechada até quarta-feira. Europa abre “mista” depois de vitória do Syriza na Grécia

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas asiáticas fecharam em terreno negativo esta segunda-feira, com exceção da China, onde o índice composto de Xangai fechou com ganhos de 1,89% e o índice CSI 300 (das 300 principais cotadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen) subiu 1,75%. A maior queda registou-se na bolsa de Sidney, com o índice S&P ASX 200 a cair mais de 2%.

Os mercados financeiros asiáticos tiveram esta segunda-feira duas “faltas”; a Bolsa de Tóquio esteve fechada – e só reabre na quinta-feira, em virtude de três feriados – e a de Singapura também.

As bolsas na Europa abriram “mistas”, estando ainda a digerir o impacto da vitória do Syriza nas eleições antecipadas legislativas de domingo e da formação de novo governo helénico de coligação entre os dois parceiros do anterior governo (Syriza e Anel). O influente analista Mohamed El-Erian escreveu na Bloomberg Views esta segunda-feira que a vitória de Alexis Tsipras é uma “oportunidade” para que os credores oficiais e a Grécia concretizem a reestruturação da dívida grega depois do primeiro exame de andamento do terceiro resgate.

O efeito Fed – ou seja, o impacto da decisão do banco central norte-americano, a Reserva Federal, em não iniciar o processo de subida dos juros – continua a sentir-se negativamente nas bolsas asiáticas. Na sexta-feira passada, em virtude da decisão da Fed na quinta-feira, os índices MSCI para os Estados Unidos, Europa e a Ásia Pacífico fecharam no negativo em contraste com os relativos às economias emergentes e aos BRIC que fecharam ligeiramente positivos.

Os impactos negativos mais acentuados registaram-se nas economias emergentes da América Latina, em Wall Street e nas bolsas europeias, com quebras superiores a 1% nos índices MSCI. Na sexta-feira, as três principais quedas bolsistas registaram-se em Frankfurt (com o índice Dax a fechar a cair 3,06%), São Paulo (com o iBovespa a perder 2,69%) e em Milão (com o MIB a cair 2,65%).

Em termos semanais, no período de 14 a 18 de setembro, as maiores quedas registaram-se nas bolsas de Riade e Xangai, com quebras superiores a 3%, seguidas pelas bolsas de Estocolmo e Frankfurt, com quedas superiores a 2%.