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Wall Street fecha no vermelho. Ansiedade face à Fed reforçou-se

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Principais índices bolsistas norte-americanos registam perdas. Depois de uma primeira reação positiva, a última hora da sessão bolsista desta quinta-feira em Nova Iorque digeriu mal as explicações vagas da presidente do banco central

Jorge Nascimento Rodrigues

Os dois principais índices da bolsa de Nova Iorque fecharam esta quinta-feira com perdas ligeiras. Depois de terem estado a subir nos primeiros 50 minutos após o anúncio da decisão da Reserva Federal norte-americana (Fed) em adiar uma subida da taxa de juro que está perto de 0% desde dezembro de 2008, caíram a pique na última hora da sessão.

O Dow Jones fechou com uma queda de 0,39% e o S&P 500 registou perdas de 0,26%. Só o Nasdaq, das empresas tecnológicas, conseguiu fechar em terreno positivo, com uma subida ligeira de 0,1%. O índice MSCI para os Estados Unidos fechou a cair 0,24%.

A sessão de quinta-feira nos mercados bolsistas acabou por ter um resultado "misto"; saldou-se por uma subida ligeira dos índices MSCI para a região da Ásia Pacífico (0,76%) e para o conjunto das economias emergentes (0,58%), contrabalançada por quebras ligeiras nos índices MSCI para a Europa (-0,02%), BRIC (-0,23%) e EUA (-0,24%).

A decisão de não mexer na taxa de juro veio ao encontro da maioria das previsões dos analistas e economistas, mas a incerteza sobre quando a Fed tomará a decisão de iniciar a “normalização” das taxas de juro mantém-se e alimentará a ansiedade entre os investidores que se viram, agora, para as duas próximas reuniões do comité de política monetária a 27 e 28 de outubro e 15 e 16 de dezembro.

A presidente da Fed, Janet Yellen, admitiu, na conferência de imprensa que decorreu após o anúncio da decisão, que “[a reunião de] outubro permanece uma possibilidade” para o início da subida dos juros. O momento de uma alteração, mesmo que ligeira, da atual política monetária de juros próximos de 0% continua, assim, envolto na incerteza.

Os investidores têm agora, no entanto, uma certeza. As decisões da Fed estarão condicionadas pelos “desenvolvimentos no estrangeiro” e nomeadamente pelo ritmo do abrandamento na China e pelo impacto global desse abrandamento e da quebra dos preços das matérias-primas nas principais economias emergentes. O que reforça ainda mais a ansiedade.