Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Bolsas a subir em vésperas de decisão chave nos EUA

  • 333

O banco central norte-americano vai ou não subir as taxas de juro amanhã? Se o fizer será a primeira vez em quase uma década. A expectativa é grande. Lisboa é das praças que mais sobe na Europa. Fora do PSI-20, a Glintt dispara 29,3% após ser alvo de uma oferta pública de aquisição.

As bolsas europeias seguem postivas na véspera de uma decisão-chave nos Estados Unidos sobre taxas de juro.

A Reserva Federal norte-americana anuncia amanhã às 18H00 TMG (17H00 em Lisboa) a sua decisão, após dois dias de reunião da Federal Open Market Comittee (FOMC). Se a Fed anunciar um aumento das taxas de juro será a primeira subida desde 2006.

O índice PSI-20 seguia a subir 1,7% às 12H44 para os 5.096,88 pontos, liderando com o índice espanhola IBEX-35 os ganhos na Europa.

O índice europeu FTSEurofirst 300 avançava à mesma hora 1,3%, a acompanhar as subidas em Wall Street e das praças asiáticas.

“As principais praças europeias abriram pelo segundo dia consecutivo com novas valorizações, depois da bolsa chinesa ter encerrado com a maior valorização em quase um mês. Este pode ser dado como um sinal para que haja um aumento das taxas de juro nos EUA, no dia em que as reuniões da FED começam hoje”, afirma Pedro Ricardo Santos, gestor da XTB Portugal, numa análise.

Uma subida das taxas de juro normalmente é penalizadora para os mercados acionistas e favorável para as obrigações e depósitos. Por outro lado, taxas de juro mais altas, podem trazer maiores custos com dívida para as empresas cotadas. A excepção vai para os bancos que beneficiam com taxas de juro mais elevadas.

Um inquérito da Reuters junto de 72 economista aponta que uma pequena minoria de inquiridos acredita num aumento das taxas de juro que estão em mínimos históricos, próximas de zero.

Mas a hipótese de uma subida apenas em dezembro é de 75%.

Um inquérito do Finantial Times aponta que quase metade dos economista consultados espera uma subida agora.

Bancos, energéticas e uma OPA

Em Lisboa, todos os títulos do índice principal seguem positivos, com a exceção do Banif e da Teixeira Duarte que seguiam estabilizados às 12H44. Na banca, o BPI sobe 3,4% e o BCP 1,8% depois do anúncio do cancelamento da venda do Novo Banco. Uma venda por um valor baixo iria penalizar fortemente estes dois bancos.

As empresas de energia estão em alta, com a Galp a beneficiar da subida do preço do petróleo e avança 1,75%.

Fora do PSI-20, a tecnológica Glintt seguia a ganhar 27% para €0,23 depois de ter estado a subir quase 30%. A empresa foi alvo de uma oferta pública de aquisição pelo seu maior acionista, a Farminveste 3, que já detém 49,7% da empresa. A contrapartida oferecida é de €0,241, 33% acima da cotação de fecho de ontem.