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Bolsa chinesa recupera influenciada pela onda otimista de Wall Street

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A Bolsa de Xangai fechou esta quarta-feira com ganhos de 4,89% depois de quatro sessões em que perdeu mais de 7%. A poucas horas do início da reunião da Reserva Federal norte-americana, as bolsas chinesas seguem a recuperação registada na terça-feira em Wall Street

Jorge Nascimento Rodrigues

As Bolsas chinesas recuperaram esta quarta-feira depois de quatro sessões consecutivas no vermelho. O índice composto da Bolsa de Xangai, a principal bolsa do país, fechou esta quarta-feira a ganhar 4,89%, depois de quatro sessões e, que perdeu 7,3%. O índice registou um disparo de 6% entre as 13h40 e as 14h45 locais. O índice CSI 300, das 300 principais cotadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, também recuperou, fechando com uma subida de 4,98%.

A poucas horas do início da reunião de política monetária do banco central norte-americano, a Reserva Federal (Fed), as bolsas da China já esta quarta-feira e Wall Street e as bolsas europeias na terça-feira sinalizaram uma recuperação. Os principais índices de Wall Street fecharam na terça-feira com ganhos superiores a 1%. O índice da MSCI para o conjunto das bolsas europeias fechou o dia a ganhar 0.67%.

As bolsas europeias abriram esta quarta-feira com ganhos, com o PSI 20 a subir mais de 1%. O conjunto dos mercados asiáticos fechou esta quarta-feira em terreno positivo, destacando-se a subida de quase 5% nas bolsas chinesas.

À espera da reunião da Fed

A reunião da Fed inicia-se esta quarta-feira, mas os seus resultados só deverão ser conhecidos na quinta-feira quando terminar. Os economistas continuam a estar divididos entre os que têm a certeza que os banqueiros centrais norte-americanos decidirão, nesta reunião, o início de um processo de subida das taxas de juro (que estão em mínimos históricos desde dezembro de 2008, variando num intervalo entre 0% e 0,25%) e os que vaticinam que tal mexida poderá ocorrer este ano, mas não será tomada agora.

Os mercados financeiros aguardam o valor da taxa de inflação em agosto nos Estados Unidos que será divulgado esta quarta-feira. Em julho, a taxa subiu para 0,2%, muito longe da meta de 2% do banco central. O consenso entre os economistas aponta para a manutenção da mesma taxa em agosto.

Apesar do otimismo nos EUA, os mais recentes indicadores apontam para problemas na economia real e no mundo financeiro.

As vendas a retalho cresceram em agosto apenas 0,2%, abaixo de 0,6% registado em julho. A produção industrial caiu 0,4% em agosto face a um aumento de 0,9% no mês anterior. Segundo o modelo macroeconómico do Banco da Reserva Federal de Atlanta, a previsão de crescimento para o terceiro trimestre do ano é de 1,5%, abaixo dos crescimentos registados no primeiro (2,9%) e segundo (2,7%) trimestres.

O Nobel de Economia Robert Shiller avisou, esta semana, no “Financial Times”, que “as pessoas estão a perder confiança na valorização do mercado” bolsista norte-americano e que uma derrocada, como a que ocorreu com o estoiro da bolha das dot-com em 2000 não é de colocar de lado, ainda que não arrisque calendarizar esse acidente, nem garantir que poderá ser acelerado se a Fed optar por iniciar uma subida das taxas de juro.

Uma perturbação da economia norte-americana poderá, também, ocorrer se o Congresso não aprovar uma resolução de continuação do financiamento da administração federal a partir de 30 de setembro, regressando o fantasma de um “fecho” (shutdown) como aconteceu durante 16 dias no início de outubro de 2013, avisou, esta semana, Sally Jewell, a secretária do Departamento de Administração Interna dos EUA.

Inflação muito baixa nas economias desenvolvidas

Na terça-feira realizou-se a reunião de política monetária do Banco do Japão que decidiu não mexer na taxa de juros que continua a variar num intervalo entre 0% e 0,10% desde outubro de 2010. A inflação no Japão registada em julho situou-se em 0,2%, um nível similar ao norte-americano e ao da zona euro no mesmo mês. Entretanto, o Eurostat divulgou esta quarta-feira a taxa de inflação em agosto na zona euro cortando na estimativa preliminar que apontava para 0,2%. A inflação desceu no conjunto dos 19 membros do euro para 0,1%. A taxa de inflação de agosto na economia nipónica só será divulgada a 25 de setembro.

No conjunto das 23 economias desenvolvidas, a taxa de inflação média em julho é de 0,2%, o nível mais baixo desde 1933, sublinhou a economista Carmen Reinhart recentemente. As principais economias desenvolvidas estão marcadas por um ciclo de "baixaflação", como foi batizado pelo Fundo Monetário Internacional. Recorde-se que as metas de inflação dos principais bancos centrais das economias desenvolvidas se situam em 2% (Fed, Banco do Japão, Banco de Inglaterra) ou próximo (Banco Central Europeu).

  • China. Bolsa de Xangai aprofunda queda

    O índice composto da principal bolsa chinesa voltou a cair esta terça-feira, pela quarta sessão consecutiva. Perdeu 7,3% em quatro sessões. Economia continua a dar sinais de abrandamento. Vendas no mercado cambial triplicaram em agosto