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China. Bolsa de Xangai aprofunda queda

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As Bolsas de Tóquio e de Singapura estiveram fechadas esta segunda-feira

YONHAP / EPA

O índice composto da principal bolsa chinesa voltou a cair esta terça-feira, pela quarta sessão consecutiva. Perdeu 7,3% em quatro sessões. Economia continua a dar sinais de abrandamento. Vendas no mercado cambial triplicaram em agosto

Jorge Nascimento Rodrigues

A Bolsa de Xangai, a principal da China, fechou esta terça-feira no vermelho, pela quarta sessão consecutiva. O índice composto de Xangai registou perdas de 3,52%, aprofundando a queda de segunda-feira que havia sido de 2,67%. Nas últimas quatro sessões, este índice caiu 7,3%.

Desde o pico do índice composto de Xangai, a 12 de junho - fechando um ciclo de “bolha” de 12 meses em que os ganhos foram superiores a 150% -, a queda bolsista soma 41,8% até ao fecho desta terça-feira. Desde o início de 2015, as perdas somam 5,74%.

Este índice composto atingiu um mínimo a 26 de agosto, ficando abaixo de 3000 pontos. Esta terça-feira o índice fechou em 3005,72 pontos. O mês de agosto registou duas derrocadas bolsistas a 24 e 25, com perdas acumuladas, nas duas sessões, superiores a 16%, e fechou com uma perda mensal de 12,5%.

O outro índice bolsista mais usado, o CSI 300, relativo às 300 cotadas mais importantes das bolsas de Xangai e Shenzhen, fechou esta terça-feira a cair 3,93%. A queda acumulada nas últimas quatro sessões soma 7,4%.

O regresso ao vermelho a 10 de setembro coincide com a continuação da divulgação de dados económicos sobre o andamento da China que apontam para um abrandamento claro que poderá colocar em causa a meta política de crescimento de 7% em 2015.

Os últimos dados do produto industrial em agosto apontam para um crescimento de 6,1% em termos homólogos (em relação a agosto de 2014), ligeiramente abaixo das previsões dos analistas (6,4%). A produção elétrica, por muitos economistas considerada um indicador chave do crescimento económico, subiu apenas 1% em agosto.

Face a estes dados, o Barclays anunciou que cortou a sua previsão para 2016 de crescimento da economia chinesa de 6,6% para 6%.

No mês passado, as importações chinesas caíram 14% em valor. Há 10 meses que as importações estão em queda, o que claramente afeta os principais países exportadores para a China. Os principais exportadores para a China, em 2014, foram a Coreia do Sul, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Austrália. Em termos de dependência das exportações para a China, a Austrália lidera, com 30% das suas exportações totais tendo como destino a segunda maior economia do mundo, seguida da Coreia do Sul e de Taiwan com 25%, do Chile com 20%, e do Japão, Peru e Brasil com 20%.

O esforço de Pequim para segurar a moeda chinesa está a revelar-se significativo. As vendas de yuan no mercado cambial triplicaram em agosto em relação ao mês anterior. Os bancos chineses, incluindo o Banco Popular da China, o banco central, realizaram vendas no mercado cambial na ordem de 723,8 mil milhões de yuan, o equivalente a 100 mil milhões de euros, durante agosto. Em julho, o montante de vendas situara-se em 241,9 mil milhões de yuan.

Em termos de reservas de divisas, a hemorragia atingiu em agosto um recorde mensal de 93,9 mil milhões de dólares.