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Seca já custou este ano 470 milhões de euros ao sector elétrico

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Barragem de Venda Nova, da EDP, está longe de ter a albufeira na plena capacidade

Sérgio Granadeiro

Recurso ao carvão e gás agravou em 38,5% custo da energia no mercado grossista

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O ano 2015 está a ser particularmente seco. As condições meteorológicas, que também trouxeram ao país menos vento do que em 2014, estão a ter repercussões no mercado elétrico, tendo provocado nos primeiros oito meses do ano um aumento de 470 milhões de euros nos custos de aquisição de energia no mercado grossista de eletricidade.

De janeiro a agosto as compras de energia elétrica para abastecer a rede em Portugal ascenderam a 1680 milhões de euros, mais 38,5% do que em igual período do ano passado.

O agravamento do preço a pagar pela energia transacionada no mercado ibérico de eletricidade (Mibel) resulta sobretudo da menor disponibilidade de energia hidroelétrica e eólica, o que tem puxado pela produção de eletricidade a partir de fontes como o carvão e o gás natural.

Em condições normais, os produtores eólicos e hídricos conseguem satisfazer uma grande parte da procura de eletricidade, diminuindo os volumes que têm de ser fornecidos pelas centrais termoelétricas a carvão e a gás (o que as obriga a baixar os seus preços se os seus donos as quiserem pôr a funcionar). No entanto, 2015 tem sido um ano especialmente seco e as empresas de energia que vão ao Mibel comprar eletricidade para revender aos seus clientes em Portugal têm pago somas mais elevadas, devido à queda da oferta de energia renovável.

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