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BCP contrata ‘espiões’ para apanhar ativos de devedores

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Nuno Vasconcellos e a Ongoing são dois dos alvos da empresa contratada para descobrir possíveis ativos escondidos. Esta semana começou o julgamento do ‘caso das secretas’ em que o empresário é acusado de corrupção ativa

Luis Barra

Objetivo é recuperar o maior número de dívidas ao banco. A Ongoing e Nuno Vasconcellos são apenas dois dos alvos da investigação

São empresas internacionais altamente especializadas em descobrir os segredos mais bem guardados. Especialistas em descobrir quem é dono do quê e onde. E estão a ser contratadas por instituições em Portugal para que estas consigam cobrar dívidas a clientes que aparentemente nada têm em seu nome.

É o caso do BCP. O Expresso sabe que o banco contratou o serviço de uma destas empresas para conseguir seguir o rasto de dinheiro de clientes que entraram em incumprimento e cujas ações de penhora deram em zero. Ou seja, descobriram que os clientes nada ou pouco têm em seu nome. E querem minorar o problema.

Um dos casos que estarão a ser alvo de investigação por uma destas empresas é o da Ongoing e de Nuno Vasconcellos ambos penhorados pelo BCP, por causa de dívida contraídas para investir sobretudo na PT SGPS, hoje Pharol. Segundo foi possível apurar, o empresário terá poucos ou nenhuns bens em seu nome. A dívida pessoal de Nuno Vasconcellos ao BCP, segundo o Expresso já noticiou, rondava os oito milhões de euros. Contactado, o BCP recusou comentar qualquer caso relacionado com clientes do banco.

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