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Novo Banco. Venda adiada para depois das eleições

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Nuno Botelho

Falhadas as negociações com os chineses da Fosun, o governador do Banco de Portugal já terá decidido adiar, pelo menos para novembro, a venda do Novo Banco. O atual concurso deverá ser anulado. Volta tudo ao princípio

O Governo e o Banco de Portugal recusam vender o Novo Banco ao desbarato e já terão decidido anular o atual concurso e lançar um novo até ao final do ano, noticiam esta sexta-feira os jornais “Diário Económico” e “Sol” citando fontes próximas do processo.

A última oferta de um dos candidatos à instituição que herdou os ativos saudáveis do BES, os chineses da Fosun é de 1,5 mil milhões de euros, ou seja, metade do valor mínimo definido pelo Banco de Portugal.

A incerteza quanto aos resultados dos testes de stresse e de avaliação dos ativos do Novo Banco que serão revelados pelo Banco Central Europeu em novembro, também terá contribuído decisivamente para o adiamento.

Com efeito, não é possível, neste momento, ter uma noção exata de quanto poderá será necessário injetar na instituição, mas no mercado refere-se a necessidade de um aumento de capital superior a mil milhões de euros.