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Soares da Costa sai do Brasil

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A construtora Soares da Costa negoceia a venda da sua operação no Brasil

A construtora Soares da Costa (SdC), controlada pelo empresário angolano António Mosquito, está de saída do Brasil. Nesta fase, negoceia a venda da sua operação brasileira, com duas empreitadas em fase de conclusão (a construção de uma cimenteira e uma estação de tratamento). "É um processo que está a decorrer e que não está concluído", referiu ao Expresso uma fonte oficial da SdC.

A saída do Brasil traduz uma inversão estratégica face à anterior gestão, de António Castro Henriques, que considerava o mercado brasileiro como um dos polos de expansão. A SdC opera no Brasil através de uma sucursal e de uma sociedade de direito brasileiro, criada para reforçar a ofensiva no mercado local.

Duas adjudicações da cimenteira Votorantim em Paraná e no Maranhão, no valor de 21 milhões de euros foram os primeiros resultados dessa aposta que agora é abandonada. A SdC está focada em África. O principal ativo das duas empresas é disporem de alvarás, corpo técnico e homologações para vários tipos de empreitadas num país em que tais autorizações são demoradas e difíceis de obter.

A nova realidade brasileira, em que a ligação dos gigantes da indústria da construção à operação Lava Jato poderá abrir espaço e mercado a pequenos operadores descomprometidos, é um fator adicional de valorização das filiais da SdC.

A dois anos de celebrar o centenário, a SdC inicia um novo ciclo que tem Angola como centro estratégico e operacional e na África Central o seu motor de crescimento. Na terça-feira, a construtora realizou pela primeira vez em Luanda uma assembleia geral de acionistas, aprovando o programa apresentada pela Comissão Executiva, presidida por Joaquim FItas.