Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

“Uma autêntica fraude”, diz Ricciardi

  • 333

Alberto Frias

É uma defesa ao ataque. Houve “atos criminosos que esconderam, encobriram e camuflaram” 
o que se passava no GES, acusa José Maria Ricciardi. O líder do BESI vai mais longe. E acusa com nomes

“Atos criminosos”, “uma autêntica fraude”, “indícios dos crimes de falsificação de documentos e burla agravada”, “dolo intenso”, “práticas intencionais”, “associação, combinação e conluio da gestão ao mais alto nível”. O documento é de defesa mas está repleto de acusações. Sem “alegadamentes”. José Maria Ricciardi considera-se inocente — e trata Ricardo Salgado e Amílcar Morais Pires como culpados em atos que, adita, José Manuel Espírito Santo e Ricardo Abecassis conheciam.

Os argumentos são assinados por Pedro Reis, advogado de José Maria Ricciardi, e constam do documento de defesa que o presidente do BES Investimento (BESI) apresentou há um mês e meio ao Banco de Portugal (BdP), a que o Expresso teve acesso. No processo, Ricciardi é acusado pelo supervisor de negligência enquanto administrador do BES, no que respeita a falhas no sistema ou em procedimentos de informação de gestão e análise de risco, incluindo quanto à dívida ‘tóxica’ da Espírito Santo International (ESI), a holding do Grupo Espírito Santo (GES) que tinha contas falsas e que desmoronou.

Leia mais na edição deste sábado nas bancas