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Apesar de um enorme esforço dos corretores, Xangai fechou no vermelho

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FOTO JOHANNES EISELE/REUTERS

Foi mais uma sessão imprópria para cardíacos na bolsa chinesa. Abriu a perder mais de 4% e tudo indicava que ia fechar em terreno positivo a 15 minutos do fim. Acabou por fechar com perdas muito ligeiras de 0,2%. Quinta-feira iniciam-se as comemorações da vitória sobre o Japão e as bolsas vão estar fechadas durante dois dias úteis

Jorge Nascimento Rodrigues

Na última sessão desta semana, a Bolsa de Xangai viveu mais um dia impróprio para cardíacos. O índice composto abriu esta quarta-feira a cair 4,39%, recuperou durante a manhã para voltar a descer durante a tarde, até que, na ponta final, subiu a terreno positivo a quinze minutos do final. Mas, nesses últimos minutos, voltou a cair e fechou em terreno negativo, com uma quebra de 0,2%. A queda acumulada durante esta semana curta de apenas três sessões é de 2,3%.

As bolsas chinesas reabrem na segunda-feira, dia em que entra em vigor a redução em 50 pontos base (meio ponto percentual) do rácio obrigatório de reservas dos bancos.

A Reuters refere esta quarta-feira que nove empresas de corretagem chinesas reforçaram a aquisição de ações numa tentativa para levantar a bolsa em vésperas da comemoração simbólica da vitória sobre o Japão na 2ª Guerra Mundial, que levará a um encerramento dos mercados financeiros na China durante dois dias.

Uma recuperação ligeira regista-se no índice CSI 300 – das 300 principais cotadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen – que fechou esta quarta-feira a ganhar 0,11%. Os ganhos acumulados durante esta semana curta foram de 0,71%, face a uma perda de 6,21% na semana anterior.

A situação nas bolsas asiáticas é “mista”. A Bolsa de Tóquio fechou em terreno negativo com quebras ligeiras nos seus principais índices, de 0,39% no Nikkei 225 e 0,82% no TOPIX. A Bolsa de Seul fechou em terreno positivo, tal como a da Austrália. O índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong está a negociar em terreno negativo e o BSE Sensex da Bolsa de Mumbai está em terreno positivo.

As bolsas europeias abriram registando ganhos, com o PSI 20, da Bolsa de Lisboa, em terreno positivo.

O “clima” nos mercados continua a ser marcado pela repercussão das palavras de Christine Lagarde, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, na terça-feira em Jacarta, indiciando uma revisão em baixa em outubro da previsão para a taxa de crescimento da economia mundial em 2015. Estas declarações reforçaram o pessimismo. Por outro lado, na Europa, como resume uma nota publicada esta quarta-feira pela Citi Research, “parece cada vez mais que o mercado perdeu a confiança na capacidade do Banco Central Europeu (BCE) para conseguir induzir inflação doméstica suficiente que contrabalance as forças externas desinflacionistas”. O que não é animador em vésperas de mais uma reunião do BCE.

  • A primeira sessão de setembro começou mal na Bolsa de Xangai e piorou com os principais índices das bolsas de Nova Iorque a perderem quase 3%. A diretora-geral do FMI deu a entender em Jacarta que vai haver uma revisão em baixa da previsão de crescimento mundial para este ano