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Surpresa: depois dos chineses, Novo Banco será negociado com... chineses

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"Queremos que a classe média chinesa passe as férias nos nossos resorts, veja os nossos espetáculos e use os nossos seguros e hospitais", diz o líder da Fosun, Guo Guangchang (à esq.), aqui acompanhado pelo seu diretor-executivo

BOBBY YIP / Reuters

O Banco de Portugal escolheu a Fosun para negociar a venda do Novo Banco, confirmou o Expresso. Esta decisão contraria todas as expectativas, que apontavam para a Apollo

Falhada a negociação com a Anbang, o Banco de Portugal escolheu a Fosun para negociar o Novo Banco. A dianteira mantém-se pois de capital chinês.

A notícia foi dada em primeira mão pelo Negócios, numa altura em que o Expresso já havia também confirmado. E resulta numa surpresa, tendo em conta que o noticiário até aqui publicado dava como segunda melhor proposta a dos americanos da Apollo. O Banco de Portugal nunca confirmou nem negou essa informação. Percebe-se agora porquê.

Recorde-se que foram três as propostas recebidas pelo Banco de Portugal para a compra do Novo Banco: a seguradora chinesa Anbang, a também chinesa Fosun e o fundo americano Apollo. Nas duas últimas semanas, a instituição liderada por Carlos Costa manteve negociações exclusivas com a Anbang, que fizera a proposta eleita... mas as negociações saíram goradas e terminaram ontem à noite.

Em comunicado esta manhã, o Banco de Portugal informou que as negociações seguiriam para a segunda melhor proposta. Mas, ao contrário do que era esperado, a segunda melhor proposta era da Fosun, não da Apollo.

A Fosun oferece menos pelo Novo Banco do que oferecia a Anbang. Mas aquela que havia sido a favorita tinha, além do preço, condições relativas à proteção de riscos futuros que afastaram as partes negociais.

A equipa da Fosun em Portugal já foi oficialmente informada desta decisão. As negociações começam imediatamente.

Contactado, o Banco de Portugal não prestou qualquer comentário.