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Pharol com prejuízos de 14,2 milhões no 1º semestre

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Antiga PT SGPS recua também nos resultados operacionais e no EBITDA dos primeiros semestres. No 2º trimestre, no entanto, os lucros foram de €28,7 milhões

A Pharol, a antiga PT SGPS registou prejuízos de 14,2 milhões de euros no primeiro semestre de 2015, o que compara com perdas de 66,9 milhões de euros no período homólogo de 2014, informou hoje a empresa.

Num comunicado enviado hoje à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a Pharol adianta que, no entanto, registou lucros de 28,7 milhões de euros no segundo trimestre de 2015.

“O desempenho da Oi foi sólido e mostrou uma evolução positiva num ambiente macroeconómico desafiador. A contribuição da Oi para os lucros foi de 24 milhões de euros no primeiro semestre de 2015”, refere o texto.

Os resultados operacionais no primeiro semestre de 2015 “foram de nove milhões de euros (incluindo 3,5 milhões de euros de despesas não-recorrentes) versus 12,8 milhões de euros no mesmo período de 2014”.

A antiga PT SGPS realça os “ganhos patrimoniais no montante de 13,3 milhões de euros (em comparação com 57,8 milhões de euros de perdas no primeiro semestre de 2014”", bem como “os 24 milhões de euros na participação da PHAROL nos lucros da Oi e 10,7 milhões de euros em provisões (devido ao aumento da participação da PHAROL na Oi no segundo trimestre de 2015 e o subsequente ajuste de provisões)”.

O resultado antes dos juros, impostos, amortizações e depreciações (EBITDA) foi de nove milhões de euros negativos, o que compara com 12,8 milhões de euros negativos um ano antes.

“Estamos satisfeitos com a evolução das nossas linhas de negócio no primeiro semestre”, refere o presidente do Conselho de Administração da Pharol, Luís Palha da Silva, citado em comunicado.

“A Oi teve um desempenho sólido com um ambiente económico complicado no Brasil. A empresa está a crescer com sucesso os seus serviços de valor acrescentado em todos os negócios, com critérios rigorosos de análise de custos e implementação de regras rígidas para o Capex [investimento]”, adianta.

“Na Pharol, a externalização de serviços e os rigorosos critérios de contenção de custos estão a contribuir para uma economia substancial da nossa estrutura de custos. Estou confiante na evolução adequada em todas as dimensões chave no segundo semestre do ano”, refere.

No final de junho, a Pharol detinha 27,5% da Oi, instrumentos de dívida da Rioforte, do Grupo Espírito Santo (GES) de 897 milhões de euros e a opção de compra de ações adicionais da operadora brasileira (que se exercida na sua totalidade irá aumentar a participação da Pharol na Oi para 39,7%).

Relativamente à Rioforte, a Pharol adianta que, “de acordo com a última comunicação pública dos curadores da insolvência, o prazo para reclamação de créditos no processo foi prorrogado, terminando agora no dia 30 de setembro de 2015”.

Entretanto, em assembleia-geral de 31 de julho, os acionistas da Pharol aprovaram a colocação de uma ação judicial de responsabilidade “contra todos e quais administradores eleitos para o triénio de 2012/2014 que tenham violado deveres legais, fiduciários e/ou contratuais, entre outros, quer por ação, quer por omissão, pelos danos causados à Pharol” relativamente às aplicações financeiras na Rioforte.

Embora a empresa nunca tenha revelado a quem se dirige esta ação, os antigos administradores da PT Henrique Granadeiro, Zeinal Bava e Pacheco de Melo têm sido os nomes apontados pela comunicação social.

“Considerando a deliberação tomada, a Pharol deverá propor ação de indemnização, no prazo de seis meses contado da deliberação da assembleia-geral”, refere a empresa.
Relativamente a provisões, a Pharol tinha a 30 de junho 75,8 mil euros, dos quais 73,5 correspondem a processos judiciais em curso.