Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Medicamento da Bial para a epilepsia obtém nova aprovação nos Estados Unidos

  • 333

Já aprovado como adjuvante no tratamento da epilepsia, o fármaco desenvolvido pela empresa portuguesa teve agora luz verde das autoridades norte-americanas para ser administrado isoladamente nos pacientes com aquela doença neurológica

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O fármaco para a epilepsia que a portuguesa Bial desenvolveu já tinha sido aprovado pela autoridade norte-americana do medicamento, mas apenas como adjuvante no tratamento da doença. Agora a Bial obteve da Food and Drug Administration (FDA) a aprovação do seu antiepilético como monoterapia, ou seja, como remédio único para aquela patologia.

“Esta é a segunda aprovação - a primeira a nível mundial para a indicação de monoterapia - que recebemos das autoridades reguladoras norte-americanas, cujos padrões de exigência são muito rigorosos. O nosso antiepilético chegará a um maior número de doentes ao poder ser utilizado tanto em monoterapia, como no tratamento adjuvante”, comentou o presidente executivo (CEO) da Bial, António Portela, num comunicado da empresa.

O medicamento para a epilepsia, que na Europa é comercializado com a marca Zebinix, resultou de um processo de investigação e desenvolvimento da Bial que durou 15 anos e que implicou investimentos da ordem dos 300 milhões de euros. No mercado europeu há já duas dezenas de países em que o medicamento português está à venda.

Nos Estados Unidos da América (EUA) a epilepsia é a quarta doença neurológica mais comum. Esta patologia afeta atualmente, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, 50 milhões de pessoas em todo o mundo.