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Henrique Granadeiro processa antiga PT

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Marcos Borga

A guerra jurídica tem dois sentidos. A Pharol decidiu processar Henrique Granadeiro; Henrique Granadeiro também decidiu processar a Pharol. O processo do antigo presidente da PT já deu entrada

Henrique Granadeiro processou a Pharol, nome da antiga Portugal Telecom SGPS, apurou o Expresso. Granadeiro foi, recorde-se, presidente do Conselho de Administração da PT SGPS.

Não são ainda públicas informações detalhadas sobre o processo judicial, mas a sua entrada, que o Expresso confirmou, mostra que o litígio entre as partes é não só legal como recíproco. Na última assembleia geral da Pharol, a 31 de julho passado, a Pharol decidiu processar antigos administradores, incluindo Granadeiro.

Nuno Líbano Monteiro, advogado de Henrique Granadeiro, tentou impugnar essa Assembleia Geral de 31 de julho, onde estava a ser votada a possibilidade de avançar com processos contra os antigos gestores. O advogado queria que a AG fosse suspensa por um mínimo de sete dias. O argumento era o de que a informação prestada pelo conselho de administração da Pharol sobre o tema e alegadas ilegalidades de processo era insuficiente. As intenções de Nuno Líbano Monteiro não foram atendidas.

O processo de Henrique Granadeiro contra a Pharol, que agora deu entrada, visará precisamente anular decisões sociais da Pharol. Contactado, o antigo homem-forte da PT não esteve disponível.

Na origem deste conflito que levou a processos judiciais recíprocos entre Granadeiro e a Pharol está a exposição da PT a papel comercial do Grupo Espírito Santo, que entrou em colapso em 2014, criando um prejuízo na PT e levando ao fim do projeto empresarial no Brasil com a Oi.