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Crédito a clientes do Novo Banco recuou €1,2 mil milhões

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Crédito líquido a clientes do Novo Banco caiu €1,2 mil milhões no primeiro semestre e diminuiu €3 mil milhões em relação ao balanço de abertura

O crédito líquido a clientes do Novo Banco caiu 1,2 mil milhões de euros no primeiro semestre e diminuiu três mil milhões de euros em relação ao balanço de abertura, anunciou na segunda-feira a instituição financeira.
Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Novo Banco adianta que nos primeiros seis meses do ano "a redução da carteira foi extensiva a todos os segmentos, tendo o crédito à habitação diminuído 221 milhões de euros (-2,2%), o outro crédito a particulares 72 milhões de euros (-4,0%) e o crédito a empresas 696 milhões de euros (-2,5%)".
A redução do crédito, refere o banco liderado por Stock da Cunha, aliada ao "aumento expressivo dos depósitos no primeiro semestre" e à venda de ativos financeiros "possibilitaram a geração de liquidez que permitiu concretizar uma redução do financiamento junto do SEBC e a melhoria do rácio de transformação".
"Os depósitos de clientes aumentam 2,3 mil milhões de euros no primeiro semestre de 2015 (6,5 mil milhões de euros desde setembro de 2014), totalizando 28,9 mil milhões de euros, atingindo no segundo trimestre, em base comparável, o valor mais alto de sempre na atividade doméstica", refere o banco.
Relativamente à venda do BES Investimento (BESI), o Novo Banco recorda que em 08 de dezembro do ano passado celebrou um contrato de compra e venda da totalidade do seu capital social com a Haitong International Holdings Limited, sociedade constituída em Hong Kong, subsidiária integralmente detida pela Haitong Securities, sendo o preço da alienação de 379 milhões de euros.
O banco avança que no final de junho a operação "encontrava-se aprovada por todas as autoridades envolvidas nomeadamente, Comissão Europeia, Autoridades da Concorrência e um conjunto de outras autoridades que exercem supervisão sobre as unidades internacionais do BESI, assim como, as autoridades de supervisão das entidades vendedora e compradora, com exceção do Banco Central do Brasil, cuja aprovação foi comunicada em 13 de agosto último".
Com a 'luz verde' dada pelas diversas entidades, "as partes encontram-se a trabalhar na finalização da documentação e prática de todos os atos e formalidades necessários para que a transmissão das ações ocorra durante o mês de setembro", refere o Novo Banco.