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Montepio com prejuízos de €29 milhões

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Luís Barra

Resultados semestrais na Caixa Económica Montepio refletem o impacto das imparidades para crédito relacionados com o Finibanco Angola

José Félix Morgado, que sucedeu na presidência do Montepio a Tomás Correia, apresentou os resultados semestrais do banco: prejuízos de quase €29 milhões, o que compara com um lucro de €6,2 milhões em igual período de 2014.

Ainda assim, os resultados recorrentes tiveram uma melhoria de €157 milhões, para valores negativos de €98 milhões, a par de uma redução das operações financeiras devido ao menor contributo de mais-valias com a venda de dívida pública, no último trimestre. No primeiro semestre de 2014, a venda de dívida pública rendeu €262,2 milhões contra €69,5 milhões no mesmo semestre de 2015.

Apesar de, em termos consolidados, o banco ter reduzido as imparidades para crédito para €151,3 milhões (43%), as imparidades para crédito registadas no Finibanco Angola subiram 30,3%, atingindo €6,7 milhões, enquanto na operação em Moçambique fixaram-se nos €400 mil.

Os custos operacionais subiram 5%, muito influenciados pela subida nas operações internacionais. Em Portugal, os custos aumentaram 0,7%.

O crédito concedido caiu 3,8%, devido à atividade doméstica (queda de 4,3%), já que em termos internacionais subiu 22,3%. A carteira de crédito do banco refletiu já neste semestre uma contração ao sector imobiliário de 8,5% e o crescimento de crédito a empresas de 4,7% (excluindo o sector da construção).

Os depósitos caíram 0,3% no período em análise.

José Félix Morgado, eleito em assembleia geral do banco a 4 de agosto, destaca como pontos positivos a melhoria da margem financeira (1,4%), fruto do aumento de crédito concedido a empresas e da redução dos custos dos depósitos, assim como da contenção de custos.