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INE confirma crescimento de 1,5% no segundo trimestre

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Crescimento da procura interna - que passou para 3,4% - foi decisivo na expansão do PIB, segundo os dados revelados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística. Já a procura externa líquida apresentou um “contributo negativo significativo”

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,5% em termos homólogos, indicam os dados das Contas Nacionais Trimestrais divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Um valor inalterado face à estimativa rápida anteriormente divulgada pelo INE, e também sem alterações em relação à taxa de crescimento do PIB nos primeiros três meses do ano.

Contudo, a composição do aumento do PIB no primeiro trimestre e no segundo foi “diferente”, sublinha o INE, salientando que entre abril e junho “acentuou-se o crescimento da procura interna, que passou para 3,4%” (mais 1,6 pontos percentuais do que no trimestre anterior).

Mais ainda, “as três componentes da procura interna apresentaram variações homólogas mais elevadas”, destaca o INE. O crescimento do consumo privado passou de 2,5% no primeiro trimestre, para 3,3% no segundo trimestre; o consumo público passou de -0,4% para 0,5%; e o investimento acelerou de 1,7% para 7%.

“A evolução do investimento refletiu o comportamento da variação de existências, que apresentou um contributo positivo para a variação homóloga do PIB no segundo trimestre, após o acentuado contributo negativo no trimestre anterior”, nota o INE.

Em sentido contrário, “a procura externa líquida apresentou um contributo negativo significativo (-1,9 pontos percentuais), que compara com -0,3 pontos percentuais no primeiro trimestre”, frisa o Instituto Nacional de Estatística. Uma evolução que traduz a aceleração das importações de bens e serviços em volume mais intensa do que a registada nas exportações de bens e serviços.

Por fim, comparativamente aos três meses anteriores, o PIB aumentou 0,4% em volume, uma variação idêntica à registada no primeiro trimestre deste ano e no último trimestre de 2014. Um valor sem alterações em relação à estimativa provisória que o INE já tinha avançado.