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Bolsas: Europa com pior mês desde 2011

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Agosto foi o pior mês para as ações europeias nos últimos quatro anos. O índice FTSEurofirst 300 caiu 9%. Em Lisboa, o índice PSI-20 perdeu 8% e teve o pior mês desde outubro de 2014. Ainda está positivo no ano de 2015. Mas os analistas esperam novas quedas das bolsas.

Foi o pior mês desde agosto de 2011 para as ações europeias e o pior desde outubro de 2014 para o índice PSI-20, em Lisboa.

A turbulência oriunda da China contaminou os mercados a nível mundial. A possibilidade de uma subida das taxas de juro nos Estados Unidos e a ausência de muitos investidores atirou os mercados para quedas acentuadas.

Na Europa, o índice FTSEurofisrt 300, que agrega as 300 cotadas europeias mais relevantes, deslizou 9% em agosto, segundo dados da Thomson Reuters. O índice PSI-20 perdeu 7,95%, o pior desempenho mensal desde outubro de 2014, quando perdeu 9%, de acordo com a Euronext Lisbon.

O índice norte-americano S&P 500 teve no mês que agora termina a sua pior performance mensal, em termos percentuais, dos últimos três anos.

“O facto de agosto ser um mês em que muitos investidores estão ausentes explica em grande parte as perdas mais acentuadas e uma maior volatilidade”, afirma Steven Santos, gestor do BiG.

“A parte da volatilidade vai-se manter. Temos algum espaço para novas quedas nos mercados”, diz João Queiroz, analista da GoBulling.

Hoje, o índice europeu caiu 0,2% e o PSI-20 recuou 0,47%. Nos Estados Unidos, o S&P 500 perde 0,27%.

O índice de volatilidade CBOE, conhecido como o 'indicador de medo', subiu hoje 8% para 28,15, acima da sua média de longo prazo de 20. Na semana passada subiu até 53,29, segundo a Thomson Reuters.

A Reserva Federal norte-americana deixou na sexta-feira a porta aberta para uma eventual subida das taxas de juro, embora alguns responsáveis da Fed reconheçam que a recente turbulência nos mercados pode atrasar a estratégia de política de subida das taxas do banco central norte-americano.

Na Ásia, o índice Shangai Composite caiu 1% e acumula perdas de 40% desde meados de junho.

“Agora, esperam-se vários indicadores macroeconómicos em vários países, o que vai desviar um pouco as atenções da China, que vai seguir o seu caminho”, afirma Steven Santos.

“Em Lisboa, o principal risco são as eleições, que trazem uma maior incerteza”, aponta João Queiroz.