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93+1 em Milão

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A associação empresarial do sector contabilizou 15 mil amostras de sapatos "made in Portugal" na última edição da maior feira de calçado do mundo, em Milão, onde o ministro da Economia Pires de Lima vai agora estar presente

Tiago Miranda

Fizemos as contas à embaixada de empresas portuguesas na maior feira de calçado do mundo: emprega oito mil pessoas e exporta 500 milhões de euros

São 93 as empresas portuguesas que levaram as suas coleções de sapatos para Itália, o que garante a esta embaixada da indústria nacional do calçado uma presença recorde na Micam, a maior feira de calçado do mundo, a decorrer entre 1 e 4 de setembro, em Milão.

"É a nossa maior presença de sempre num evento no exterior" e é, também, "a segunda maior delegação estrangeira nesta feira, a seguir a Espanha", sublinha a direção da associação empresarial do sector (APICCAPS) que contabilizou 15 mil amostras de sapatos "made in Portugal" na última edição deste certame, em fevereiro último, e contará, agora, com a presença do ministro da Economia Pires de Lima no evento.

As contas possíveis são muitas, mas há dois números que mostram a força da invasão lusa nesta montra internacional de calçado: as 93 empresas presentes empregam oito mil pessoas e exportam 500 milhões de euros, aproximadamente um quarto do valor global das exportações da indústria portuguesa de calçado (1,9 mil milhões de euros).

A ambição de fechar 2015 com um saldo superior a 2000 milhões de euros nas vendas ao exterior está a animar a ofensiva internacional das empresas portuguesas que estão a bater recordes consecutivos nas suas exportações desde 2009, apoiadas num programa de promoção externo destinado a consolidar a presença em mercados tradicionais, designadamente na Europa, e a abrir novas oportunidades de negócio pelo mundo, sem esquecer os países emergentes, onde se espera maior potencial der crescimento.

É um esforço traduzido em números: se nos primeiros seis meses do ano as vendas a clientes internacionais aumentaram 0,43%, para atingirem os 887 milhões de euros, correspondentes a 39 milhões de pares de sapatos, o crescimento nos mercados fora do perímetro da União Europeia atingiu os 6%. Neste caminho, a APICCAPS destaca os desempenhos obtidos pelas empresas suas associadas na Austrália (mais 7%), Canadá (mais 10%), EUA (mais 43%) e Japão (mais 17%), sem esquecer a China (mais 81%) e Colômbia (mais 196%).

O segredo, dizem os empresários, está "no trabalho diário" e no cruzamento de diferentes fatores, designadamente os investimentos feitos na indústria, tecnologia, design e marketing, numa receita única que o programa operacional do sector para 2020 resume num objetivo claro para Portugal: "Ser a referência internacional da indústria do calçado, pela sofisticação e criatividade, reforçando as exportações portuguesas alicerçadas numa base produtiva nacional, sustentável e altamente competitiva, fundada no conhecimento e na inovação".