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Os zombies da Bolsa

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Nos últimos anos, várias cotadas de destaque deixaram a Bolsa. Outras ficaram mas estão irreconhecíveis

Hélder Oliveira

Ainda antes do rebentar da bolha nas ações na China, a Bolsa portuguesa já vivia a pior crise em 30 anos

Podemos falar sobre a Pharol? “Não acompanho essa empresa”. Este diálogo repete-se à medida que se procura por analistas que partilhem as suas perspetivas sobre a dona de 27,5% da brasileira Oi. Apesar de integrar o PSI-20, o principal índice da Bolsa portuguesa, a Pharol, como muitas outras cotadas, tem pouca visibilidade no mercado. A empresa, uma parte da antiga Portugal Telecom que permaneceu em Bolsa, tem a sua cotação ligada à da sua participada brasileira. A cotação está na casa dos cêntimos. Vale menos do que o Banif.

Não é caso único. Da meia centena de empresas listadas, há várias que outrora estiveram debaixo dos holofotes de analistas e investidores e que hoje mal se reconhecem. Como cotadas, são como mortas-vivas. Ou devido à sua escassa liquidez, baixo free float (capital disperso), fraca ou nenhuma cobertura por parte de analistas financeiros. Ou, como a Pharol, que são meros veículos. E podia ser pior. A Semapa permanece em Bolsa (e no PSI-20) após a oferta de troca de ações da Portucel.

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