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Preço do barril de petróleo sobe mais de 11%

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Nos últimos três anos, o preço do barril de Brent teve uma quebra de 62%, a mais elevada em todas as matérias-primas

DARRIN ZAMMIT LUPI / Reuters

Desde o preço mais baixo dos últimos seis anos e meio registado a 24 de agosto, o dia do segundo crash do ano na bolsa de Xangai, o crude de referência na Europa já encareceu mais de 11%. Abriu esta sexta-feira acima de 48 dólares por barril

Jorge Nascimento Rodrigues

O preço do barril de petróleo da variedade Brent, de referência na Europa, deu um salto de 10,3% no fecho de quinta-feira e abriu esta sexta-feira acima de 48 dólares, o que já não acontecia desde o dia 19 de agosto.

O disparo diário do preço na quinta-feira foi o maior em pergentagem desde dezembro de 2008. Em relação ao valor de fecho mais baixo desde janeiro de 2009 registado a 24 de agosto (o dia da segunda derrocada bolsista do ano em Xangai), com o preço a descer para 42,69 dólares, o preço do barril já subiu mais de 11,5%.

O preço do barril de Brent fechou em 56,48 dólares em julho e o valor de fecho mensal mais baixo do ano registou-se, até à data, no final de janeiro em 47,69 dólares. Nos últimos três anos, o preço do Brent teve uma quebra de 62%, a mais elevada em todas as matérias-primas.

Estão a animar os mercados nesta ponta final da semana, a reviravolta na Bolsa de Xangai, com o regresso a subidas na quinta-feira e descida do índice de pânico financeiro, os bons números do PIB divulgados na quinta-feira nos Estados Unidos (com a taxa de crescimento do segundo trimestre do ano a ser revista em alta para 3,7% face a uma primeira estimativa de 2,3%) e a melhoria do panorama do crédito às empresas não financeiras na zona euro (com o terceiro mês consecutivo de crescimento depois de três anos de contração do crédito) divulgada pelo Banco Central Europeu.

Os analistas esperam, agora, que a Reserva Federal norte-americana (Fed) não inicie o processo de subida das taxas diretoras de juros já na reunião de 16 e 17 de setembro, aliviando o temor de um choque negativo nomeadamente nas economias emergentes, e vão estar atentos aos “sinais” da reunião de banqueiros centrais de todo o mundo que se iniciou quinta-feira à noite, em Jackson Hole, nos Estados Unidos, organizada anualmente pela Fed, e que terminará no sábado. O tema é a inflação e a política monetária.