Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Ministra das Finanças diz que só reguladores e justiça podem resolver problema dos lesados

  • 333

NUNO VEIGA / LUSA

“Lamento profundamente a situação das pessoas que se sentem enganadas (...), mas é uma situação que, como temos dito desde o início, cabe aos reguladores resolver”, afirmou esta quinta-feira Maria Luís Albuquerque,à margem da Universidade de Verão do PSD/Açores

A ministra das Finanças disse na quinta-feira que lamenta profundamente a situação dos lesados do BES e tem “enorme respeito pessoal por esses dramas”, mas realçou que só os reguladores e a justiça podem resolver a questão.

“Lamento profundamente a situação das pessoas que se sentem enganadas, que sentem que foram enganadas, que sentem que perderam as suas poupanças, e há um enorme respeito pessoal por esses dramas, mas é uma situação que, como temos dito desde o início, cabe aos reguladores resolver”, disse Maria Luís Albuquerque, em resposta a questões dos jornalistas, na Calheta, ilha de São Jorge, à margem da Universidade de Verão do PSD/Açores. A ministra insistiu em que esta é “uma matéria que por lei" está confiada a "reguladores independentes e que não sendo possível resolver entre reguladores, terá de ser na justiça que se encontra uma solução”.

“Esperemos que seja possível encontrar uma boa solução. Mas terá de ser essa a via, não pode ser outra”, acrescentou, dizendo ainda compreender perfeitamente que, em muitas situações, estão em causa “as poupanças de uma vida” e que “não há aqui nenhuma falta de respeito pelas pessoas e pela situação em que se viram envolvidas”.

Maria de Luís Albuquerque sublinhou que a solução adotada para o BES está “em linha com as decisões que têm sido tomadas na Europa” em casos semelhantes e que “há um conjunto de princípios e regras que têm de ser observadas sob pena de um custo maior recair sobre os contribuintes”.

Os lesados do BES manifestaram-se na quinta-feira, durante cinco horas, num protesto que percorreu diversos pontos de Lisboa e começou em frente do Ministério das Finanças. Ao longo da caminhada, cortaram várias vias ao trânsito e seguiram para a rua do Conde Redondo, onde pararam junto a instalações do Novo Banco. Daí seguiram para a avenida da Liberdade para terminar mais um dos muitos protestos já efetuados, hoje na sede do Novo Banco, em Lisboa.

Em declarações à Lusa, o advogado de 400 lesados do BES, que investiram em papel comercial do GES, Nuno Silva Vieira, prometeu “uma próxima semana quente”. “Na próxima semana entrará a ação principal e haverá a efetivação das queixas internacionais, entre elas ao provedor Europeu e às Nações Unidas”, disse Nuno Vieira.