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Converde já exporta fungicida para os Estados Unidos

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A Converde, de Cantanhede, esperou ano e meio pela homologação do novo produto. A primeira expedição já seguiu para os EUA

Mais de um ano depois de ter o produto armazenado à espera de autorização, a Converde, de Cantanhede, já iniciou as exportações para o Estados Unidos de um fungicida orgânico único no mundo. As dificuldades em obter luz verde por parte dos reguladores americanos obrigaram à paragem de produção do fungicida orgânico, o primeiro no mundo a ser concebido a partir de sementes germinadas de tremoceiros, fruto de uma investigação do Instituto Superior de Agronomia (ISA).

A Converde instalara a sua base fabril em Cantanhede em sete meses, mas a celeridade processual de nada servira. “Estivemos ano e meio à espera da homologação da Food and Drug Administration, a agência federal americana reguladora dos medicamentos. Mas o primeiro fornecimento de 47 toneladas já seguiu”, conta Mário Pinto, o ex-diretor do BPI que fundou a gestora de capital de risco Change Partners, que investiu 31 milhões de euros na Converde.

A empresa teve de entregar estudos e documentos científicos a provar que o fungicida não provoca alergias. O atraso forçou a empresa a travar a produção e a contratação de pessoal.

O processo de homologação do fungicida para a agricultura está igualmente no circuito europeu, mas Mário Pinto já sabia que aqui é mais penoso e demorado. A agilidade americana (18 meses no mínimo) compara com a lentidão da máquina europeia, que precisa pelo menos de três anos para avaliar o novo produto.

Com um investimento de 31 milhões de euros, comparticipado por fundos comunitários, a Converde inaugurou a fábrica em Cantanhede em janeiro de 2013, empregando, na altura, 30 trabalhadores. Pouco depois ja tinha produzido 100 toneladas de fungicida, esgotando a capacidade de armazenamento. Depois, parou a produção á espera das encomendas americanas. Agora, a Converde tem o caminho aberto para exportar para os EUA e Canadá. Mas “lidar com reguladores é sempre muito complicado, reconhece Mário Pinto