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Bolsa de Xangai ganha pelo segundo dia consecutivo

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DAVID CHANG / EPA

Depois de uma perda de mais de 17% durante as três primeiras sessões da semana, o índice composto da Bolsa de Xangai fechou esta sexta-feira a ganhar 4,8%. Mesmo assim perdeu 7,8% durante a semana

Jorge Nascimento Rodrigues

O índice composto da Bolsa de Xangai fechou pelo segundo dia consecutivo em terreno positivo. Terminou esta sexta-feira a ganhar 4,82%, depois de, na quinta-feira, ter subido 5,34%. As duas subidas não compensam as perdas de 17,36% nas três primeiras sessões da semana, mas permite que o índice volte a terreno positivo em termos de evolução desde início do ano.

O índice composto de Xangai, depois de uma subida de 155% durante quase 12 meses até um pico em 12 de junho deste ano, desceu 43% em 55 sessões até um mínimo, até à data, a 26 de agosto. Durante a derrocada do índice S&P de Wall Street em 1929, a queda foi de 44,7% em 66 sessões.

As bolsas chinesas fecharão na próxima semana nos dias 3 e 4 de setembro para a comemoração da derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial em 1945. Às autoridades chinesas não lhes agradaria que uma semana tão simbólica fosse manchada pelo pânico no mercado financeiro com a continuação de derrocadas como as de 24 e 25 de agosto com quebras de 8,46% e 7,63% respetivamente.

A partir de 6 de setembro entra em vigor a decisão do Banco Popular da China, o banco central, de aliviar em 50 pontos base o rácio obrigatório de reservas dos bancos chineses. Espera-se, também, que o Fundo de Pensões entre a investir no mercado bolsista, com a Reuters a adiantar uma previsão de 2 biliões de yuan (o equivalente a cerca de 278 mil milhões de euros) para essa intervenção.

Para travar o pânico financeiro, que atingiu um clímax a 24 de agosto, o Banco Popular da China tem vindo a recorrer a várias bazucas do seu arsenal de política monetária, além do desencadeamento pelas autoridades de uma caça aos responsáveis por “compras maliciosas a descoberto”. Este mês de agosto, o banco central começou por desvalorizar o renminbi, a moeda chinesa, em relação ao dólar, injetou nos últimos quinze dias 670 mil milhões de yuan (o equivalente a mais de 91 mil milhões de euros) na banca chinesa e cortou a taxa diretora de juros pela quarta vez este ano para o valor mais baixo desde 1996.

No ramalhete de medidas, há que acrescentar o facto de o Ministério do Comércio ter anunciado que vai subir o limiar para a participação de capital estrangeiro no mercado imobiliário e de o Ministério das Finanças ir aumentar o montante do programa financeiro de swaps para a administração local de 2 para 3,2 biliões de yuan, um aumento equivalente a 168 mil milhões de euros.