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Abertura tranquila nas bolsas, Ásia em forte alta

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A bolsa de Lisboa abriu esta sexta-feira em alta ligeira, com a Galp e Teixeira Duarte a impulsionar

A avaliar pela abertura dos mercados, as bolsas europeias terão uma sexta-feira tranquila e em alta, depois de uma semana de sobressaltos e agitação marcada por uma segunda-feira negra. Tóquio fechou em alta e Xangai ganhou pelo segundo dia consecutivo. Esta quinta-feira, Nova Iorque voltou a subir.

As bolsas europeias voltam esta sexta-feira a negociar em alta ligeira, depois da recuperação registada ontem, com subidas da ordem dos 3%.

Lisboa segue a tendência, abrindo a valorizar 0,3%. A Galp, beneficiando da subida do preço do petróleo, volta a ser a estrela da sessão, valorizando 2,8%. Na quinta-feira subira 7%. A Teixeira Duarte, que após o fecho da sessão apresenta resultados, está a ganhar 3,8%. Onze cotadas do PSI estão em alta, registando-se cinco em perda. A Jerónimo Martins é a que mais desvaloriza (1,2%).

O índice português já ganhou 10% desde o mínimo registado na última segunda-feira. Os mercados têm beneficado de notícias positivas. A revisão em alta do crecimento da economia americana (de 2,3% para 3,7%) injetou confiança e impulsou os índices americanos. E a desvalorização do euro face ao dólar (5% em três dias) favorece as ações europeias.

Ásia e Nova Iorque em alta

Com boas notícias e o Estado chinês a injetar dinheiro nos mercados, o resultado é uma pequena euforia do lado dos investidores. O facto da Reserva Federal Americana não tencionar mexer nas taxas de juro favorece o otimismo.

A bolsa de Tóquio encerrou esta sexta feira em forte alta, com o índice, o Nikkei, a ganhar 3,03%. A bolsa de Xangai subiu 4,80% e perto do fecho a de Honk Kong lucrava 0,70%.

Na quinta-feira, a bolsa de Nova Iorque fechara novamente em alta, com o Dow Jones a subir 2,27% e o S&P 2,43%. Em dois dias, Wall Street registou o maior ganho desde 2009. Na quarta-feira, registara a sua terceira maior subida em pontos da sua história.

China e Angola

Os investidores "precisam ainda de dados mais concretos sobre o grau da desaceleração na China para tomarem decisões", regista Emanuel de Figueiredo, partner da gestora de ativos londrina LBV. O operador admite que os negócios "mais expostos a mercados emergentes como as matérias primas e o sector automóvel vão continuar a sofrer". Já as empresas centradas no consumo europeu estarão protegidas e com margem para valorizar. O fator BCE, com juros historicamente baixos, é uma ajuda adicional.

Emanuel Figueiredo acredita que a economia portuguesa manterá uma trajetória de recuperação, "beneficiando da evolução favorável de Espanha". A proximidade de eleições nos dois países ibéricos poderá condicionar os investidores. Companhias como a Mota Engil, BPI ou Teixeira Duarte com forte expoisção à economia angolana nãos uscitarão o interesse das casas internacionais. Já as cotadas como os CTT, Impresa ou Sonae que operam basicamente no mercado doméstico perfilam-se como as mais beneficiadas.