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Segundo dia consecutivo de derrocada na Bolsa de Xangai

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A maré vermelha chinesa não contagiou intensamente esta terça-feira o conjunto da Ásia, como aconteceu no dia anterior

BEAWIHARTA / Reuters

Os índices da Bolsa de Xangai fecharam, de novo, com perdas elevadas. Esta terça-feira, os dois principais índices bolsistas registaram quedas superiores a 7%. Na segunda-feira as perdas foram superiores a 8%

Jorge Nascimento Rodrigues

A China voltou esta terça-feira a estar em foco. A Bolsa de Xangai registou perdas elevadas pelo segundo dia consecutivo. O índice composto de Xangai fechou a perder 7,63%, depois de ter caído 8,46% no dia anterior. O índice CSI 300 perdeu 7,1% esta terça-feira, depois de ter fechado a cair 8,9% no dia anterior. Este último índice abrange 300 cotadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen. Agosto está a ser um mês negro para a bolsa chinesa.

A principal bolsa chinesa parece estar em modo de derrocada. Pela primeira vez, este ano, o índice composto de Xangai fechou abaixo do valor registado a 31 de dezembro de 2014. Os ganhos de 2015 até segunda-feira foram derretidos, com as perdas desde início do ano a registarem 7%. Quanto ao CSI 300, as perdas desde início do ano somam quase 14%. Desde o pico a 12 de junho passado, o índice composto já caiu 42,6%. É um processo de derrocada que, a continuar, poderá colocar esta correção na Bolsa de Xangai entre as mais importantes da história desde o início do século XX. A analista britânica Frances Coppola refere esta terça-feira num artigo na revista "Forbes" a possibilidade deste processo em curso na bolsa chinesa ser o "seu momento 1929".

A maré vermelha chinesa não contagiou intensamente esta terça-feira o conjunto da Ásia, como aconteceu no dia anterior. Os índices das Bolsas australiana e da Coreia da Sul fecharam em terreno positivo e os índices das bolsas de Hong Kong e de Mumbai estão a negociar ligeiramente negativos.

Mas o índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio encerrou com perdas de 3,96%, depois de uma quebra de 4,6% no dia anterior. A segunda mais importante bolsa mundial, em capitalização, está há seis sessões consecutivas no vermelho e acumulou perdas de quase 9% nos últimos 30 dias.

As bolsas na Europa e os futuros em Wall Street abriram em terreno positivo. Na Europa. duas notícias vindas da Alemanha estão a marcar positivamente a abertura do dia. O organismo de estatísticas alemão divulgou o valor provisório do excendente orçamental do primeiro semestre que atingiu 21,1 mil milhões de euros, o equivalente a 1,4% do PIB do país. O governo alemão registou défices orçamentais de 2010 a 2013, obtendo um excedente de 0,3% do PIB em 2014. O clima de negócios no país melhorou em agosto em relação a julho, segundo o instituto alemão Ifo divulgou esta terça-feira.

Segunda-feira foi marcada por um disparo nos índices de pânico financeiro na Europa e nos Estados Unidos, fechando em níveis que já não se registavam desde agosto e setembro de 2011.

  • Pânico financeiro dispara

    Volatilidade bolsista aumentou esta segunda-feira 35% na Europa e 45% nos EUA. Desde 3 de agosto disparou 127% na Europa. Atenas, Xangai e Buenos Aires lideraram derrocadas nas Bolsas. Preço do Brent abaixo de 43 dólares

  • Este agosto não está tão querido

    Miguel Gomes tem-nos dado muito: “Tabu”, os volumes de “As mil e uma noites” e houve aquele terramoto de há uns anos, o documentário acompanhado de filme (ou vice-versa) “Aquele querido mês de agosto”, que além de engenhoso e prodigioso tem um título feliz, emigrante e muito português. Que agora recuperamos - para recomendar que veja ou reveja o filme e porque um analista explica precisamente como agosto influencia a nossa perceção do que acaba de acontecer no mundo - as bolsas mundiais tiveram esta segunda-feira um dia a fazer lembrar os piores de 2008, quando o Lehman Brothers estourou

  • Os índices da Bolsa de Xangai fecharam esta segunda-feira com novo recorde de perdas desde 2007. O índice composto registou uma queda de 8,49%, superior à verificada em 27 de julho. Bolsas europeias abrem no vermelho