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Mercedes regressa aos descapotáveis de “sonho”

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Daimler AG - Global Communications Mercedes-Benz Cars

Marca alemã retoma a tradição dos seus grandes descapotáveis dos anos 60 e 70, apresentando no próximo Salão de Frankfurt, que se realiza em setembro, o seu novo Classe S Cabriolet

Nas décadas de 60 e 70, a Mercedes-Benz brilhou nas grelhas dianteiras de grandes descapotáveis que utilizaram então a tecnologia mais avançada da indústria automóvel. Meio século depois, o novo Classe S Cabriolet é apresentado aos mercados no próximo Salão Automóvel de Frankfurt.

A Mercedes pretende que o novo Classe S Cabriolet seja novamente um automóvel marcante, "único, deslumbrante e intemporal", tal como em 1961 e 1971 também o foram os modelos 111 e 112.

Em relação ao novo Classe S Cabriolet, a Mercedes não se poupou na adjetivação: "estabelece o padrão do veículo cabriolet mais confortável do mundo", diz a marca de Estugarda.

Para atingir este objetivo, a Mercedes desenvolveu um "sistema de proteção de vento aperfeiçoado" - o AIRCAP -, mantendo aquecida a zona do pescoço dos passageiros, com encostos de cabeça aquecidos e bancos aquecidos, sendo o controlo da climatização "inteligente, totalmente automático", explica a marca.

A tradição da Mercedes no segmento dos descapotáveis de luxo começou na primeira metade do século XX. Foi no pós-guerra que se notabilizou com carros descapotáveis que permitiam circular a céu aberto com toda a comodidade de um topo de gama de tecnologia sofisticada - ficaram na história automóvel os modelos 170 S (W 136) de 1949, o 220 (W 187) de 1951 e o 300 S (W 188) de 1952.

A coroa de glória da Mercedes neste segmento foi conquistada com a produção dos descapotáveis "Ponton" - os 220 S (W 180) e 220 SE (W 128) fabricados entre 1956 e 1960.

Em 1961 a Mercedes lançou o 220 SE Cabriolet do modelo W 111, que teve a particularidade de ser um veículo de quatro lugares incontestavelmente elegante.

Este W111 foi produzido durante uma década em cinco versões, com diferentes potências, desde o mais simples 220 SE, passando pelos intermédios 250 SE, 300 SE (W 112) e 280 SE, até ao topo de gama, 280 SE 3.5 de oito cilindros. A fábrica da Mercedes-Benz em Sindelfingen produziu um total de 7013 unidades destes cinco veículos.

Estes modelos continuam a ter uma cotação elevada no mercado de automóveis classicos - o guia de preços da seguradora American Hagerty Insurance dá uma estimativa para um 280 SE 3.5 de 1971 de 290 mil dólares (cerca de 250 mil euros) em estado normal.

A Mercedes refere que, há dez anos, o mesmo modelo tinha uma cotação de 115 mil dólares (cerca de 100 mil euros). Mas os preços disparam para um 280 SE 3.5 em excelente condição - em agosto, a leiloeira RM Auctions vendeu um exemplar destes por 429 mil dólares (cerca de 370 mil euros). A marca alemã adianta que "os primeiros modelos 220 SE estão avaliados aproximadamente ao mesmo nível, com um valor atual de 84 mil dólares (cerca de 73 mil euros)".