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Governo promete baixar a sobretaxa para 2,6% se a receita fiscal continuar com o mesmo ritmo

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Portugueses pagam atualmente 3,5% de sobretaxa de IRS. Dados da execução orçamental revelam que o julho deste ano foi o melhor desde 2007 na cobrança de impostos

A receita fiscal acumulada do Estado em julho ascendeu a 20.874 milhões de euros, o que representa um crescimento de 4,9% e um aumento da receita fiscal cobrada de cerca de 1000 milhões (970 milhões de euros) face a julho de 2014.

Este crescimento está em linha com o objetivo do Governo para o crescimento anual da receita fiscal para o ano de 2015.

A manter-se o ritmo de cobrança de impostos (IVA e IRS) até final deste ano, em 2016 os contribuintes poderão sentir uma redução da sobretaxa de IRS, passando dos atuais 3,5% para 2,6%, ou seja, haverá um crédito fiscal de 190 milhões de euros, aproximadamente.

De acordo com a execução orçamental agora divulgada pela Direção-Geral do Orçamento, a receita fiscal em junho ascendeu a 3088 milhões de euros, o que corresponde ao valor mais elevado de receita fiscal cobrada num mês de julho desde o ano de 2007. No mesmo documento lê-se ainda que a receita fiscal cobrada em julho cresceu 324 milhões de euros face à receita fiscal cobrada em julho de 2014, o que corresponde a um crescimento homólogo mensal de 11,7%.

A receita dos impostos diretos cresceu 2,9% face ao mesmo período de 2014. Por outro lado, a receita acumulada dos impostos indiretos aumentou 6,5%, com especial destaque para o desempenho da receita líquida do IVA, assim como do ISV, do ISP e do IUC. A esta tendência não terá sido estranho o crescimento registado na venda de automóveis em Portugal, desde o início do ano, da ordem dos 28% face aos primeiros sete meses de 2014.

  • De acordo com a síntese da execução orçamental de julho, publicada esta terça-feira pela Direção-Geral do Orçamento (DGO), “o saldo global das administrações públicas registou uma melhoria face ao período homólogo de 423,8 milhões de euros, refletindo principalmente a diminuição da despesa”