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Ex-dona do BPN entra com pedido de revitalização

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A Galilei (antiga Sociedade Lusa de Negócios) entrou no dia 21 com um Processo Especial de Revitalização (PER). A empresa, presidida por Carlos Vasconcellos Cruz, afirma que só assim conseguirá pagar aos credores, entre os quais o Estado

A Galilei, antiga Sociedade Lusa de Negócios, que era detentora do BPN, entrou na última sexta-feira com um Processo Especial de Revitalização (PER) no tribunal do Comércio de Lisboa. A empresa, que desde 1 de agosto é presidida por Carlos Vasconcellos Cruz, afirma que "dada a atual situação financeira do grupo, entendeu o Conselho de Administração da Galilei SGPS" requerer através deste mecanismo a recuperação da empresa.

Em comunicado, a empresa refere que "o conselho de administração considera ser possível a viabilização da empresa através da implementação de adequadas medidas de reestruturação, desde que venha a conseguir obter um acordo de credores que lhe permita negociar e fasear o pagamento das dívidas e simultaneamente reforçar as condições de competitividade das empresas operacionais participadas".

O maior credor da Galilei é o Estado, através da Parvalorem, veículo que acomodou os ativos tóxicos do BPN aquando da venda ao banco luso-angolano BIC. O Estado considera que a Galilei lhe deve cerca de €1077 milhões, mas o grupo apenas reconheceu parte desta dívida junto da Parvalorem. Ou seja, cerca de €470 milhões que dispõem de garantias (colaterais como sejam herdades e projetos imobiliários, entre outros ativos).

Os restantes €600 milhões de dívidas da Galilei foram concedidos a offshores, mas esta não os tem reconhecido como dívida. A gestão da Parvalorem, presidida por Francisco Nogueira Leite, e a anterior gestão da Galilei, liderada por Fernando Lima, nunca chegaram a acordo sobre estes créditos.

Se o PER for aprovado pelos credores, é natural que a Parvalorem faça valer a sua posição creditícia e só viabilize o PER se a Galilei considerar como seus os créditos que ainda estão em disputa, os cerca de €600 milhões, referiu ao Expresso fonte próxima do processo.