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Derrocada asiática contagia o mundo: bolsa portuguesa com a pior sessão desde a crise de 2008

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BRENDAN MCDERMID / Reuters

É segunda-feira negra para as principais praças mundiais. “A forte turbulência instalou-se nos mercados com as principais bolsas da Ásia, Europa e dos Estados Unidos a baterem mínimos dos últimos anos”

O principal índice da bolsa de Lisboa (PSI20) encerrou esta segunda-feira a perder 5,80%, com todas as cotadas em queda. É a pior sessão desde 2008, em plena crise financeira, e é fruto do contágio da derrocada asiática, depois de a bolsa chinesa ter registado esta segunda-feira a maior perda em oito anos.

Foi um dia de fortes perdas nas bolsas europeias, penalizadas pela inquietação quanto à economia chinesa e ao crescimento mundial. No caso do PSI20, encerrou em 4.981,26 pontos e o Banif foi o título que mais recuou (-10,34%, ficando nos 0,0052 euros por ação). A Pharol caiu 8,75% (0,24 euros), a Galp recuou 7,96% (8,61 euros), a Altri cedeu 7,54% (3,19 euros), a Sonae perdeu 7,18% (1,06 euros) e a Portucel teve uma desvalorização de 7,02% (3,06 euros). No setor bancário, o BPI perdeu 6,77% (0,89 euros) e o BCP caiu 6,32% (0,056 euros).

A EDP ficou a valer menos 6,06% (2,97 euros) e a Jerónimo Martins recuou 5,52% (11,72 euros).
Na lista dos títulos com menores perdas, a Semapa ficou com menos 3,06% (12,6 euros), a REN com menos 3,53% (2,62 euros) e os CTT com um recuo 3,87% (8,88 euros).

As principais praças financeiras da Europa registaram fortes descidas penalizadas pelo desempenho das bolsas asiáticas, sobretudo a queda de 8,49% da bolsa de Xangai, a maior em oito anos, com os investidores a temerem os efeitos do abrandamento da economia chinesa no crescimento mundial.

Londres terminou a sessão a perder 4,67%, Paris caiu 5,35%, Frankfurt recuou 4,70% e Madrid cedeu 5,01% enquanto a bolsa de Atenas encerrou com uma queda de 10,54%.

No seguimento da recente desvalorização do yuan pelo Banco da China, que levou à queda global das bolsas, agora a medida do Governo chinês - permitir que os fundos de pensões públicos no país pudessem adquirir (até 30%) em ações - “não teve os resultados esperados” e “aprofundou a desconfiança” dos investidores, adiantam analistas citados pela Bloomberg.

Nova Iorque sofre

Wall Street seguiu idêntico registo e entrou em colapso na abertura desta segunda-feira, depois de as ações em Xangai terem afundado 8% e as matérias-primas terem caído acentuadamente.

Pelas 14h48 em Lisboa, o índice Dow Jones Industrial perdia 3,68% para 15.850,10 pontos, enquanto o Standard & Poor's recuava 4,81% para 1.875,46 pontos. O índice tecnológico Nasdaq, por seu turno, perdia 3,93% para 4.520,88 pontos.

“A forte turbulência instalou-se nos mercados com as principais bolsas da Ásia, Europa e dos Estados Unidos a baterem mínimos dos últimos anos. Também as matérias-primas, nomeadamente o preço do petróleo, estão a apresentar quedas muito acentuadas”, salientam analistas citados pela Bloomberg, lembrando que se trata de “uma segunda-feira negra”.

Atenas fechou perder mais de 10%

A bolsa de Atenas encerrou o dia com fortes perdas, que atingiram 10,54%, e o índice geral a ficar-se pelos 568,38 pontos. Todos os sectores encerraram em prejuízo e o volume de negócios alcançou 39,05 milhões de euros.

Os títulos que mais baixaram foram os do sector bancário (22,67%), seguidos das telecomunicações (17,28%) e do comércio (16,57%).

Na sexta-feira, a bolsa de Atenas havia encerrado com uma queda de 2,49% e o índice geral nos 635,31 pontos, um dia depois da demissão do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras.

notícia atualizada às 18h21

  • Os índices da Bolsa de Xangai fecharam esta segunda-feira com novo recorde de perdas desde 2007. O índice composto registou uma queda de 8,49%, superior à verificada em 27 de julho. Bolsas europeias abrem no vermelho