Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Portugal fabrica tecnologia para futuro vaivém da NASA que poderá ir a Marte

  • 333

Primeira missão ocorrerá daqui a dois anos e será “um voo não tripulado à volta da Lua”

A nave espacial Orion - que incorpora tecnologia portuguesa, produzida pela empresa Active Space Technologies - efetuará em 2017 o próximo voo não tripulado à volta da lua. Sediada em Coimbra, a Active Space entregou dois equipamentos fabricados para a Orion, a futura nave vaivém da agência espacial dos Estados Unidos (NASA). A Orion vai suceder ao Space Shuttle na missão de transporte dos astronautas, mas também poderá ser utilizada em missões a Marte.

A Active Space Technologies, presidida por Ricardo Patrício, fabricou e montou os "protótipos de teste da unidade de controlo térmico (Thermal Control Unit) do módulo "Orion Multi Purpose Crew Vehicle – European Service Module (MPCV-ESM)" da futura nave Orion da NASA. Estes projetos portugueses foram coordenados por Liliana Baptista, refere a empresa portuguesa de tecnologia aeroespacial.

A nave Orion servirá como veículo de exploração, transporte da tripulação e veículo de emergência, operando sobretudo em missões de suporte à Estação Espacial Internacional.
A futura nave, que utiliza tecnologia portuguesa, transportará "astronautas para órbitas terrestres, permitindo futuras missões à Lua e asteroides e, eventualmente, a Marte”, explica a empresa de Coimbra.

A primeira missão da Orion ocorrerá daqui a dois anos e será “um voo não tripulado à volta da Lua, que reentrará na atmosfera terrestre a 11 quilómetros por segundo - a velocidade de reentrada mais elevada de sempre”, informa a empresa de Coimbra.

“A principal função da nave Orion da NASA será servir como veículo de exploração, transporte da tripulação e veículo de emergência, operando sobretudo em missões de suporte à Estação Espacial Internacional”, refere a Active Space. O módulo de propulsão da Orion, designado “European Service Module”, “é baseado no Automated Transfer Vehicle, desenvolvido pela Agência Espacial Europeia”, esclarecendo que este “consiste num módulo que inclui quatro painéis solares e fornece propulsão, energia, controlo térmico, água e ar ao módulo habitável do Orion”.

A empresa de Coimbra fabricou “dois equipamentos iguais, semelhantes a uma caixa, feitos em alumínio e que serão depois incorporados na nave para testes”. No entanto, o modelo que vai ser usado na realidade será muito mais complexo, com muitos componentes eletrónicos, térmicos e sensores.

Em fevereiro de 2015, a vice-presidente da NASA, Dava Newman, referiu que os programas da NASA à lua vão continuar em 2020 e que o objetivo de chegar com missões a Marte será alcançado depois de 2030. Dava Newman incentivou os jovens portugueses a estudarem engenharias, admitindo que a NASA está interessada em contratar jovens licenciados em escolas portuguesas.